Pessoas que não estão imunizadas contra a febre amarela e vão viajar no carnaval para áreas de risco da doença devem se vacinar nesta terça-feira. O medicamento leva 10 dias para garantir proteção contra a doença, período em que o organismo produz os anticorpos. A prevenção deve ser feita principalmente se o viajante vai visitar cidades de Goiás e Mato Grosso do Sul, em que já foram registrados casos da doença, além de áreas de matas em Minas. Os estoques de vacina em todo estado estão sendo reforçados com remessas que foram enviadas, ontem, pela Secretaria de Estado de Saúde.
A vacina oferece proteção de 10 anos. A revacinação antes deste prazo é contra-indicada. A Secretaria de Vigilância do Ministério da Saúde já foi notificada, neste ano, de 31 casos de superdosagem. Dois pacientes estão internados em estado grave. Cerca de 5% da população vacinada apresenta reações como febre e dor de cabeça.
Em Minas, até agora, não há registro de nenhum tipo de efeito colateral causado pela imunização. ?As pessoas que não foram vacinadas, e principalmente aquelas que vão viajar para áreas de risco, devem procurar os postos de vacinação, respeitando o período para que suas doses ofereçam total proteção. Todos precisam saber que a imunização é um medicamento que pode causar eventos adversos, por isso não deve haver abusos?, alerta a coordenadora de imunização da SES, Tânia Brant.
O coordenador técnico de imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Evandro Nunes, informou que 134,5 mil doses já foram distribuídas nos centros de saúde da capital, neste mês. ?Todos os anos oferecemos a vacina contra a febre amarela durante a campanha contra a gripe feita para os idosos. Os maiores de 60 anos têm procurado os centros de saúde neste ano e muitos estão se expondo as chances de terem efeitos colaterais pela vacina, sem necessidade?, afirma.
Em Formiga, todos os PSFs permanecem oferecendo as vacinas e as orientações necessárias.

Orientação
Depois de três dias de treinamento, cerca de 100 soldados do Exército começaram ontem, em Brasília, o trabalho de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre amarela urbana. Eles estão orientando os moradores e verificando a existência de possíveis focos de larvas do mosquito no Setor de Indústrias Gráficas e em duas quadras do Lago Norte.
Os homens estão divididos em quatro equipes e deverão trabalhar por um período de 30 dias, sempre supervisionados por agentes ambientais. Durante uma semana, os soldados foram instruídos sobre o histórico da dengue e da febre amarela no Brasil e no Distrito Federal, além de receber informações sobre o mosquito.

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