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Veja os próximos passos da delação de Daniel Vorcaro no caso Banco Master

Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Após a defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, concluir e entregar à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) os anexos de uma proposta de delação premiada, as autoridades agora iniciam uma fase de análise detalhada sobre a consistência dos elementos apresentados.

Os materiais foram entregues em um pendrive e, segundo investigadores, a triagem dos conteúdos pode levar meses. O objetivo é verificar a robustez das informações fornecidas pelo banqueiro e a eventual necessidade de novas diligências.

De acordo com o procedimento, a PF e a PGR devem avaliar o quanto e de que forma o réu poderá comprovar suas declarações. A acusação também irá confrontar os elementos apresentados com o que já consta nos autos do processo.

Após essa etapa inicial, caso a negociação avance, o delator deverá apresentar provas materiais que sustentem suas afirmações, como documentos, vídeos, fotos, gravações e outros registros.

No âmbito do acordo de delação, Daniel Vorcaro deve declarar ciência sobre o dever de dizer a verdade, além das regras de sigilo e das consequências em caso de descumprimento.

Depois disso, ocorre a formalização escrita do acordo e o pedido de homologação judicial. O documento é reduzido a termo e encaminhado ao juiz competente.

O controle do Judiciário, conforme a legislação e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), se limita à análise de regularidade, legalidade e voluntariedade do acordo. Nesse processo, o ministro relator André Mendonça não avalia a veracidade dos fatos, mas apenas a validade do negócio jurídico processual.

Daniel Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março. A prisão ocorreu durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga a venda de carteiras de crédito consideradas fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).

Paralelamente, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, preso desde 16 de abril, também busca avançar em uma proposta de delação premiada.

Em 28 de abril, ele comunicou ao ministro André Mendonça, do STF, o interesse em firmar acordo de colaboração no mesmo caso, além de solicitar transferência do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, com o objetivo de agilizar as tratativas com sua defesa.

O caso envolvendo o Banco Master entra em uma fase decisiva com a análise dos anexos entregues por Daniel Vorcaro e a possibilidade de novos acordos de colaboração. Enquanto PF e PGR avaliam a consistência das informações apresentadas, outros investigados também tentam avançar em negociações semelhantes, no contexto da Operação Compliance Zero.

Com informações do Metrópoles