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Vereadores cobram esclarecimentos do Executivo após reclamações sobre trânsito na Rua Doutor Teixeira Soares

Foto: Google Street View

Um debate sobre o trânsito da cidade marcou a última reunião da Câmara Municipal e pode impactar diretamente a pauta legislativa da próxima sessão, marcada para o dia 9 de março. Segundo os vereadores, caso a Prefeitura não apresente até sexta-feira uma solução concreta para a liberação do trânsito em mão dupla na Ponte do Engenho de Serra, os projetos de lei enviados pelo Executivo poderão ser “ignorados”, com a suspensão da votação das matérias.

A discussão teve início após o vereador Luciano do Gás apresentar um abaixo-assinado com aproximadamente 300 assinaturas de moradores e comerciantes que pedem mudanças na rua Doutor Teixeira Soares, uma das principais vias da cidade. De acordo com o parlamentar, a alteração no tráfego e a instalação de uma placa que impede a conversão à direita, no sentido da Teixeira Soares, tem causado transtornos e desorganização no trânsito.

Foto: Imagem cedida ao UN

Durante a reunião, foi cogitada a suspensão da pauta medida que, segundo os vereadores, atingiria apenas projetos encaminhados pelo Executivo municipal. A iniciativa é vista como uma forma de pressionar a administração a prestar esclarecimentos e apresentar soluções para o problema.

O vice-presidente da Câmara, Cid Corrêa, afirmou que a situação não pode se prolongar. “Se até sexta-feira a Prefeitura não apresentar uma solução concreta para liberar o trânsito em mão dupla na Ponte do Engenho de Serra, peço a suspensão da pauta de votação dos projetos. A cidade não pode continuar parada”, declarou.

Durante a reunião, também foram reforçadas as reclamações recebidas de moradores e comerciantes sobre as mudanças no trânsito. A restrição de tráfego na ponte central da cidade foi questionada, especialmente diante do entendimento de que, se não há risco estrutural que impeça a travessia, não haveria justificativa para a liberação em apenas um dos sentidos.

Outro ponto levantado foi o possível impacto da medida no acesso à área hospitalar, localizada a cerca de 100 metros da ponte, nas proximidades da Santa Casa. A avaliação apresentada é de que, em emergências, a impossibilidade de travessia obriga motoristas a percorrer mais tempo para chegar ao hospital, o que pode gerar prejuízos no atendimento. A defesa é de que o acesso à área hospitalar não sofra qualquer tipo de impedimento.

Os vereadores e a população aguardam agora um posicionamento da Prefeitura. Caso não haja resposta considerada satisfatória até o prazo estipulado, a tendência é que os projetos de lei encaminhados pelo Executivo deixem de ser votados na próxima sessão, ampliando o embate em torno das mudanças no trânsito da cidade.

Vídeo: Reprodução/Redes Sociais

Alex Silva/UN