Assessores exonerados continuam na Câmara
Os sete parentes de vereadores exonerados do cargo de assessor parlamentar na Câmara de Divinópolis continuam nos gabinetes. Segundo eles, a presidência do Poder não comunicou as demissões, assim como também nada referente ao tema chegou do Judiciário. O setor financeiro do Legislativo informa que desde segunda-feira, dia 12, os colaboradores em questão foram excluídos da folha de pagamento.
As exonerações foram feitas depois que a Portaria CM-091 foi publicada. A iniciativa da Mesa Diretora oficializada dia 9, proíbe a continuação dos assessores no cargo desde segunda-feira (12). Mesmo assim, os sete funcionários continuam exercendo funções nos gabinetes. ?Ninguém me avisou nada, nem a presidência, nem o Ministério Público?, diz Afonso Salgado, assessor de Aristides Salgado (PR).
Os vereadores Nilmar Eustáquio (PSC) e Adair Otaviano (PMDB) também disseram que seus assessores continuam nas funções e que nenhum ofício foi encaminhado a seus gabinetes. O parlamentar Adair trabalha com a irmã e a cunhada. Aristides emprega o irmão e o sobrinho. Edmar Rodrigues (PRTB) é acusado de nepotismo por admitir o genro e Anderson Saleme (PR) tem como um de seus assessores a irmã. O parlamentar Nilmar Eustáquio trabalha com a esposa.
Segundo dados da Casa, assim que a Portaria é publicada, o documento segue para o quadro de avisos do Poder que serve como forma de oficializar as decisões tomadas pela Mesa Diretora. Ainda de acordo com a Câmara, ninguém pode afirmar desconhecimento da lei, como prevê o artigo 3º da lei de introdução do código civil. Por esses motivos, desde segunda-feira, os exonerados estão fora da lista de pagamento do Legislativo.
A previsão do setor financeiro é que no próximo pagamento dos servidores, os demitidos recebam 13º salário e férias proporcionais aos dias trabalhados, assim como os 12 dias de serviço prestado. O presidente do Legislativo se baseou na lista incluída na ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público (MP), dia 7, para definir quem seriam os afastados do cargo. O MP está acusando a Câmara e os sete assessores parlamentares de praticar nepotismo no Órgão.

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