Consumidor é quem define preço do álcool, diz Hubner.
O ministro de Minas e Energia, Nelson Hubner, disse nesta segunda-feira que o governo não vai intervir no preço do álcool e caberá ao consumidor manter os preços do combustível em patamares mais baixos, rejeitando o produto caso o preço esteja muito alto.
Ele ressaltou que, com o aumento da frota de veículos flex, o consumidor tem a opção de comprar gasolina caso o preço do álcool não seja atrativo.
O produtor do álcool, se não vender por um preço bom, simplesmente vai perder mercado. O governo não vai definir o preço do álcool, é o consumidor brasileiro que vai definir isso, declarou.
Durante seminário organizado pela IEA (Agência Internacional de Energia, na sigla em inglês), Hubner frisou que o governo não reduzirá os investimentos em pesquisa e produção de biocombustíveis por conta da descoberta da reserva gigante de petróleo batizada de Tupi.
Não tem nenhuma dúvida dentro do governo hoje de que o país vai continuar na pesquisa cada vez mais acelerada de tecnologia de biocombustíveis, afirmou.
O ministro disse ainda que o país terá que utilizar o petróleo descoberto em Tupi da maneira mais limpa possível. Ele destacou a iniciativa brasileira de misturar, a partir de janeiro do ano que vem, 2% de biodiesel ao óleo diesel vendido em todo o país.
Na semana passada, foram comercializados em leilão 380 milhões de litros de biodiesel. O ministro reconheceu que possa haver problemas na distribuição do biodiesel, mas garantiu que a mistura será obrigatória a partir de janeiro, como prevê a lei.
Vamos ter que lidar com problemas localizados, já que estamos implantando uma nova indústria, argumentou.

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