Política

Procuradoria da Itália pede rejeição de extradição de Carla Zambelli

Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

A Procuradoria-geral da Itália pediu, nesta quarta-feira (1º), à última instância da Justiça italiana que rejeite o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. O caso se refere à condenação da parlamentar no Brasil pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

O órgão acolheu uma tese apresentada pela defesa, que sustenta, perante a Corte de Cassação de Roma, que o julgamento no Brasil teria sido afetado por falta de imparcialidade. A decisão do colegiado italiano deve ser anunciada ainda nesta quarta-feira.

Este é o segundo processo envolvendo pedido de extradição de Carla Zambelli na Justiça italiana. No primeiro caso, relacionado à condenação pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Corte de Roma decidiu anular o processo.

Na ocasião, o entendimento foi de que o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), não teria condições de imparcialidade para julgar a ação, sob o argumento de que teria sido vítima do crime pelo qual Zambelli foi condenada.

No processo em análise nesta quarta-feira, a condenação que fundamenta o pedido de extradição teve como relator no Brasil o ministro Gilmar Mendes. Apesar disso, a Procuradoria italiana considerou que o ministro Alexandre de Moraes poderia ter influenciado também este segundo julgamento, acolhendo a argumentação apresentada pela defesa da ex-deputada.

No Brasil, Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos de prisão no caso da invasão aos sistemas do CNJ. Além disso, recebeu pena de 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, em episódio no qual estava armada e perseguiu um homem em via pública durante as eleições de 2022.

Com informações do Metrópoles