Política

Flávio Bolsonaro diz que ‘preço’ para desistir de candidatura é ter o nome do pai nas urnas

Foto: Jefferson Rudy | Agência Senado-Itatiaia

O senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou nesse domingo (7) que não pretende retirar seu nome da disputa pela Presidência da República. A decisão, segundo ele, foi tomada após determinação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, condenado pela trama golpista.

Em entrevista à Record, Flávio afirmou que sua candidatura tem “um preço”: justiça e a possibilidade de ver o nome do pai nas urnas. “O meu preço é justiça. E não é só justiça comigo, é com quase 60 milhões de brasileiros que estão dentro de um cativeiro neste momento junto com o presidente Jair Bolsonaro. São pessoas que estão sem ver suas famílias, que estão fora do país e que a única forma de isso acontecer é que se Bolsonaro estiver livre, nas ruas, nas urnas, este é o meu preço”, disse.

O pré-candidato ao Palácio do Planalto acrescentou que sua entrada na corrida eleitoral busca “esquentar de novo o coração do brasileiro” diante da disputa com a esquerda, representada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Eu só vou parar no dia da vitória”, afirmou.

Relação com Tarcísio de Freitas

Flávio disse ainda que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi um dos primeiros a ser informado sobre sua candidatura. “Tarcísio é uma peça fundamental”, destacou. O governador tem declarado que pretende concorrer à reeleição.

“Bolsonaro mais centrado”

Em coletiva realizada na manhã de domingo, o senador afirmou que terá a oportunidade de mostrar ao país um “Bolsonaro diferente”. “Um Bolsonaro muito mais centrado, um Bolsonaro que conhece a política, que conhece Brasília, um Bolsonaro que realmente vai querer fazer uma pacificação nesse país”, declarou.

Flávio também criticou o governo federal, acusando-o de usar a máquina pública para perseguir opositores e estimular a divisão social. “O que a gente está vendo é o uso da máquina pública para perseguir opositores políticos, para alimentar cada vez mais a discórdia. Quem está sofrendo é o povo na ponta da linha, que não vê perspectiva, que vê as suas liberdades ameaçadas, que não acredita mais na classe política, nem no Judiciário”, disse.

Com informações do Itatiaia