Seguradoras tradicionalmente recorrem a uma ampla gama de dados para traçar o perfil de risco de seus clientes, como idade, profissão, distância percorrida diariamente, histórico familiar e gênero. No entanto, um levantamento recente sugere que um fator inusitado também entrou na equação: o signo do zodíaco. Um estudo estatístico da seguradora russa VSK Insurance House analisou a relação entre perfis astrológicos e a frequência de acidentes de trânsito ao longo de 2025.
A pesquisa cruzou informações do Osago — seguro obrigatório na Rússia — com os signos do zodíaco, buscando identificar padrões de envolvimento em sinistros. Divulgado no fim de dezembro, o levantamento indica que alguns signos apareceram com maior frequência como causadores de acidentes no período analisado, o que pode influenciar discussões sobre análise de perfis de risco no setor segurador.
Segundo o estudo, os cinco signos mais frequentemente envolvidos em acidentes em 2025 foram Capricórnio, Leão, Touro, Áries e Câncer. Juntos, eles responderam por mais de 44% de todos os registros considerados. Em contraste, Escorpião e Sagitário foram classificados como os signos mais cautelosos ao volante, apresentando os menores índices de envolvimento em sinistros.
A análise também detalhou dados por faixa etária e signo. Motoristas de Áries e Leão entre 40 e 49 anos foram apontados como os mais imprudentes e com maior probabilidade de causar acidentes. Já entre os condutores mais jovens, especialmente sagitarianos e escorpianos com menos de 29 anos, a propensão a se envolver em colisões foi considerada menor, de acordo com o cruzamento de dados realizado pela seguradora.
Além disso, o levantamento relacionou marcas de veículos com menores índices de acidentes para cada grupo astrológico. A seguradora identificou a Kia como a marca com melhor desempenho entre capricornianos, a Toyota entre leoninos e arianos, a Hyundai entre taurinos e a Lada — ainda em operação na Rússia — entre motoristas do signo de Câncer.
Especialistas do setor de seguros destacam que estudos desse tipo, embora façam associações com características comportamentais, não substituem os critérios tradicionais de avaliação de risco, como idade, histórico de direção, quilometragem percorrida e padrões observáveis de condução. Assim, a relação entre signos e acidentes é vista mais como uma curiosidade estatística do que como um parâmetro técnico para o cálculo de prêmios ou para decisões regulatórias. Ainda assim, o levantamento chama atenção para abordagens alternativas na análise de dados — e levanta a questão: e se essa moda pegar?
Com informações Hoje em Dia







