A decisão de entrarem em greve foi tomada na sexta-feira (16) durante uma assembleia dos agentes penitenciários. A categoria pede aumento salarial e gratificações.
Segundo o Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária de Minas Gerais (Sindasp-MG), cerca de 7 mil dos 16 mil funcionários do Estado aderiram a paralisação.
A diretoria do sindicato informou que, atualmente, os agentes penitenciários recebem aproximadamente R$ 1.550 por mês e que o objetivo é elevar o salário para R$ 1.800, mesmo valor recebido pelas policias civil e militar. Os profissionais também reivindicam o cumprimento de uma carga horária de 40 horas semanais.
A Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) informou que a categoria teve reajuste salarial acumulado de 77,54%, entre julho de 2004 e setembro de 2009. O órgão afirmou que o governo de Minas Gerais está impedido de realizar aumento nas despesas com pagamento de pessoal, devido às consequências da crise econômica internacional.
Por causa da greve, as visitas em algumas unidades prisionais foram suspensas. Há no Estado segundo a Suapi 93 unidades prisionais.
TJMG declara ilegal greve de agentes penitenciários
Segundo nota da Agência Minas, do governo estadual, o desembargador Brandão Teixeira, da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais deferiu, nesta segunda-feira (19), o pedido do governo de Minas Gerais de tutela antecipada para a declaração de ilegalidade da greve dos agentes penitenciários. Segundo a nota, a decisão determina a suspensão imediata do movimento sob pena de aplicação de multa de R$ 50 mil diários em caso de seu descumprimento.
?O desembargador considerou ?ponderáveis? as alegações em relação a ?riscos de danos irreparáveis a pessoas e a bens e de preservação da segurança e da ordem pública nos presídios do Estado de Minas Gerais?, conclui a nota.








