O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nessa quinta-feira (7) que a Polícia Federal tome o depoimento do presidente Jair Bolsonaro em 30 dias. A ordem acontece um dia após o presidente informar que tem interesse em comparecer presencialmente para depor no inquérito que investiga interferência na Polícia Federal.
Na decisão, Moraes afirma que o recurso do presidente “perdeu o objeto”, ou seja, não há mais motivos para ser julgado na corte. Os ministros iam decidir a forma como o presidente deve depor. Agora, Jair Bolsonaro deverá escolher o dia, local e horário que irá depor.
A investigação foi aberta a partir da denúncia do ex-ministro da Justiça Sergio Moro de interferência política da PF. Em abril de 2020, de saída do governo, Moro acusou o presidente de usar a corporação para proteger familiares e aliados.
Desde o início do processo, Bolsonaro preferia para depor por escrito. A mudança de posicionamento só foi informada pela Advocacia-Geral da União (AGU) no início da sessão ontem.
Bolsonaro pedia a reconsideração da decisão do então relator, Celso de Mello. Antes de se aposentar, o ministro determinou que o depoimento fosse presencial porque o presidente está na condição de investigado. Celso de Mello defendeu que essa é uma prerrogativa exclusiva de autoridades públicas que são testemunhas ou vítimas.
Fonte: O Tempo








