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Afogamentos em Minas disparam com o calorão em alta

Foto: Sala de Imprensa/CBMMG

O calor escaldante que tem marcado o inverno em Minas e estimulado a busca por cachoeiras, rios lagos e piscinas serve também de alerta para banhistas. De janeiro a agosto, o Corpo de Bombeiros já atendeu 514 ocorrências de afogamento no Estado.

O caso mais recente na região aconteceu no sábado (14) quando um homem de 27 anos se afogou no Lago de Furnas, próximo à ponte do rio Turvo. Também no sábado, pai e filho morreram após entrarem em uma lagoa em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Eles foram ao local pescar, mas decidiram nadar para se refrescarem do calor de quase 30°C.

De acordo com o jornal Hoje em Dia, no primeiro domingo de setembro, outros três afogamentos foram registrados em Minas. No primeiro, um jovem de 27 anos se acidentou com uma moto aquática em uma represa em Conceição das Alagoas, no Triângulo. 

No segundo episódio, um homem desapareceu na Lagoa Azul, em Santa Luzia, também na Grande BH. O outro chamado foi em Nova Serrana, quando um garoto de 17 anos se afogou no rio Pará, na zona rural do município da região Central. 

“O que está acontecendo é uma concentração atípica em fins de semana que antecedem o verão. Para uma época que não é férias ou feriado, acreditamos que o calor antecipado seja um dos motivos”, explica o tenente Herman Ameno, dos Bombeiros.

“Tentar salvar uma pessoa que se afoga também é arriscadíssimo. A orientação é lançar objetos que flutuem, como cordas, galhos, isopor ou até garrafas PET” (Herman Ameno, tenente do Corpo de Bombeiros)

Cuidados

O militar destaca que a falta de cuidados dos banhistas é crucial para que as fatalidades aconteçam. Para ele, o comportamento preventivo pode reduzir drasticamente os riscos.

“Dentre vários cuidados, é importante evitar o abuso de álcool, saltos de locais elevados e mergulhos em lugares desconhecidos”, explica. “Tentar salvar uma pessoa que se afoga também é arriscadíssimo. A orientação é lançar objetos que flutuem, como cordas, galhos, isopor ou até garrafas PET”.

Ameno também ressalta que a escolha dos locais para nadar deve ser feita com atenção.

“É melhor frequentar lugares que oferecem acesso fácil para a eventual necessidade de socorro e que não tenham correnteza forte. Há muitos locais a que as equipes dos Bombeiros têm dificuldade de chegar até mesmo de helicóptero”, garante.

Altas temperaturas

As altas temperaturas vêm castigando os mineiros há pelo menos três semanas. Em pleno inverno, as máximas têm passado de 36°C, um recorde para este ano.

A previsão para os próximos dias é de que o calor continue ainda mais intenso. Sem chances de chuva, o ar continua seco, e a umidade, baixa.

Em Formiga, a máxima pode chegar a 37°C que, segundo a Defesa Civil, combinada ao tempo seco provocará sensação térmica de mais de 40°C. O município segue em estado de alerta laranja.

 

Fonte: Com informações do Hoje em Dia ||