O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, ameaçou nesta quarta-feira (4) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em retaliação pelo assassinato do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, ocorrido no último sábado (28), em meio a ataques israelo-americanos.
Em publicação na rede social X, Larijani afirmou que Trump, junto com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, “arrastou o povo americano para uma guerra covarde contra o Irã”, questionando também o custo humano do conflito para Washington. “Com mais de 500 soldados norte-americanos mortos em poucos dias, é preciso fazer as contas para ver quem paga o preço mais alto: EUA ou Israel”, disse Larijani.
O general Ali Mohammad Naeini, porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), prometeu que os ataques de retaliação do Irã serão “ainda mais devastadores” e afirmou que os mísseis iranianos utilizados estão modernizados e “mais avançados do que os da Guerra dos 12 dias”, ocorrida no ano passado. Segundo ele, os ataques da Operação Verdadeira Promessa 4, contra alvos israelenses e bases norte-americanas, “superaram as expectativas do inimigo e os pegaram de surpresa”.
A IRGC informou ainda que mais de 650 militares norte-americanos foram mortos ou feridos nos dois primeiros dias da operação, embora os Estados Unidos confirmem apenas quatro mortes até terça-feira (3).
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, criticou Trump por interromper negociações nucleares em curso e acusou o presidente norte-americano de trair a diplomacia e o povo que o elegeu. “Quando negociações complexas são tratadas como transações imobiliárias e grandes mentiras obscurecem a realidade, ataques acontecem”, declarou Araghchi.
Ainda nesta quarta-feira, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou a morte de uma autoridade iraniana que liderava um suposto plano para assassinar Trump. O nome do alvo não foi divulgado, e o Irã não confirmou a informação. Trump afirmou que os ataques continuarão até que a capacidade militar iraniana seja destruída, reforçando a escalada do conflito que já entra no quinto dia.
Com informações do Metrópoles






