O acidente com o Césio-137, ocorrido em 1987 em Goiânia, voltou a ganhar destaque após o lançamento da série Emergência Radioativa, da Netflix. A produção revisita a tragédia, considerada uma das maiores envolvendo material radioativo no Brasil, e resgata histórias reais das vítimas e dos profissionais que atuaram no controle da contaminação.
As primeiras vítimas da tragédia
Quatro pessoas foram as primeiras vítimas fatais do acidente radiológico: Leide das Neves Ferreira, de 6 anos; Maria Gabriela Ferreira, de 37; Israel Baptista dos Santos, de 20; e Admilson Alves de Souza, de 18.
Todos morreram em decorrência da síndrome aguda da radiação, causada pela exposição ao material altamente radioativo.


Caso marcante: Leide das Neves
Entre os casos mais emblemáticos está o de Leide das Neves Ferreira, de apenas 6 anos. A menina teve contato com o Césio-137, substância que emitia um brilho azulado, o que despertou curiosidade.
Sem saber do perigo, ela ingeriu partículas radioativas ao se alimentar com as mãos contaminadas. Semanas após a exposição, a criança não resistiu aos efeitos da radiação.

Série resgata histórias reais
Representações na ficção
A série “Emergência Radioativa” utiliza fatos reais como base para a construção de personagens e da narrativa. O protagonista Márcio, interpretado pelo ator Johnny Massaro, representa um conjunto de cientistas que atuaram no enfrentamento da crise.
Entre os profissionais retratados está o físico Walter Mendes Ferreira, um dos primeiros a identificar a presença de radiação e peça fundamental no controle do acidente.
Décadas após o ocorrido, o acidente com o Césio-137 continua sendo lembrado como um dos episódios mais graves envolvendo radiação no país. A retomada do tema por produções audiovisuais contribui para manter viva a memória das vítimas e reforça a importância da conscientização sobre os riscos da exposição a materiais radioativos.
Com informações do Metrópoles








