Meio Ambiente

Governo amplia ações para preservação da Caatinga e combate à desertificação

Foto: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que o governo federal tem intensificado medidas para preservar a Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro e fundamental para a biodiversidade e o equilíbrio ambiental do país.

Durante participação no programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação, o ministro destacou a relevância do bioma, muitas vezes ofuscado por outros ecossistemas mais conhecidos.

Segundo Capobianco, a Caatinga possui grande diversidade biológica e paisagens marcantes, além de desempenhar papel essencial como barreira natural contra a desertificação. Ele ressaltou que o Brasil conta com seis biomas distintos e complexos, que fazem do país uma das maiores referências em biodiversidade no mundo.

O ministro alertou que o desmatamento excessivo da Caatinga tem contribuído diretamente para o avanço da desertificação no país. De acordo com ele, a degradação do bioma amplia áreas suscetíveis à perda de fertilidade do solo.

Capobianco informou ainda que o Brasil concluiu um plano nacional de ações para cumprir a Convenção de Combate à Desertificação. O documento será apresentado na COP 17, prevista para agosto, na Mongólia.

O plano inclui medidas voltadas à contenção da degradação do solo e ao enfrentamento da desertificação, com foco especial nas áreas de Caatinga.

Entre as iniciativas destacadas está o programa Recatingar, voltado à recuperação de áreas degradadas e à promoção de atividades econômicas sustentáveis em substituição a práticas predatórias.

A proposta prevê a participação dos estados do Nordeste, que devem discutir ações conjuntas em uma reunião marcada para a primeira semana de maio, em Brasília.

As ações anunciadas reforçam a importância da preservação da Caatinga como estratégia ambiental e de combate à desertificação. O governo busca, com isso, ampliar a proteção de um bioma essencial e promover práticas sustentáveis nas regiões mais afetadas.

Com informações da Agência Brasil