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Estudantes da USP aderem à greve e suspendem atividades por tempo indeterminado

Foto: Cedido ao Metrópoles/Pedro Lukas Costa/Reprodução

Os estudantes do campus Butantã da Universidade de São Paulo (USP) decidiram, nessa quarta-feira (15), aderir à greve dos funcionários da instituição e suspender suas atividades por tempo indeterminado. A medida foi aprovada por unanimidade durante assembleia geral convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) Alexandre Vannucchi Leme, realizada no vão da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP).

Após a decisão geral, os estudantes de cada instituto passarão a realizar reuniões próprias para deliberar se seguirão ou não a paralisação. Alguns cursos já optaram pela adesão, entre eles Química, Arquitetura e Urbanismo, Design, História e o Instituto de Geociências (IGC-USP).

Outras unidades acadêmicas ainda irão discutir suas posições ao longo da semana, em assembleias programadas para os dias 16 e 17 de abril.

Calendário de assembleias

16/04

  • Psicologia (Butantã)
  • Instituto de Matemática e Estatística (IME)
  • Instituto de Oceanografia (IO)
  • USP São Carlos
  • Letras
  • Escola Politécnica (POLI)
  • Geografia
  • Enfermagem
  • Ciências Sociais

17/04

  • Instituto de Relações Internacionais (IRI)
  • Farmácia (Butantã)
  • Biologia
  • Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional (FOFITO)
  • Escola de Comunicações e Artes (ECA)

Reivindicações dos estudantes

Entre as principais demandas apresentadas pelos alunos estão a melhoria das condições dos restaurantes universitários (bandejões) e o fim da privatização desses serviços, além do aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) para o equivalente a um salário mínimo paulista.

Os estudantes também reivindicam a ampliação das políticas de permanência estudantil, a defesa dos espaços estudantis e a isonomia entre docentes e funcionários da universidade.

A mobilização estudantil teve início na terça-feira (14), quando os alunos promoveram uma paralisação em apoio às demandas e à greve dos funcionários, aprovada pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp). Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial e melhorias nos benefícios oferecidos, equiparando-os aos dos professores.

Ao todo, 105 cursos distribuídos pelos campi do Butantã, zona leste, Largo do São Francisco, Quadrilátero da Saúde e unidades do interior participaram do ato. Como forma de protesto, os estudantes organizaram piquetes nos prédios dos institutos, bloqueando entradas de salas de aula com mesas, cadeiras e outros objetos.

A adesão dos estudantes à greve amplia o movimento de mobilização dentro da USP e reforça a pressão por mudanças nas condições de ensino, trabalho e permanência na universidade. Com novas assembleias previstas, a tendência é que o cenário continue em definição nos próximos dias, à medida que mais unidades deliberem sobre sua participação no movimento.

Com informações do Metrópoles