Política

Zema afirma que, se eleito à Presidência, pretende “privatizar tudo”

Foto: Dirceu Aurélio / Imprensa MG

O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), afirmou que pretende privatizar todas as empresas estatais sob controle da União, caso seja eleito. A proposta, segundo ele, faz parte de um conjunto de medidas voltadas à redução da taxa de juros e ao equilíbrio das contas públicas.

Durante entrevista ao programa Canal Livre, Zema declarou que a privatização total das estatais seria uma de suas principais ações de governo. Segundo ele, a medida contribuiria para uma queda mais rápida dos juros no país.

Atualmente, o governo federal mantém controle de empresas em diversos setores, como energia, sistema financeiro, logística, tecnologia e serviços. Entre elas estão Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Correios, Serpro, Dataprev, Telebras, Casa da Moeda, Embrapa e empresas ligadas ao setor nuclear, como ENBPar e Eletronuclear. O pré-candidato, no entanto, não detalhou quais dessas companhias seriam incluídas no plano.

Zema argumenta que as privatizações poderiam melhorar a percepção de risco fiscal do Brasil, fator que influencia diretamente os juros. Especialistas, porém, apontam que esse tipo de processo não ocorre de forma imediata, já que depende de etapas como modelagem, aprovação do Congresso Nacional e possíveis disputas judiciais.

Além das privatizações, Zema afirmou que pretende implementar reformas administrativa e previdenciária, bem como revisar benefícios sociais. No entanto, ele não especificou quais mudanças seriam feitas, quais categorias seriam afetadas ou quais programas passariam por revisão.

No campo previdenciário, o ex-governador defendeu alterações no sistema atual, que considera “insustentável”. Entre as medidas propostas está o aumento do tempo de contribuição dos trabalhadores, aliado à ausência de reajustes reais para aposentados — ou seja, aumentos acima da inflação.

Segundo Zema, ampliar o tempo de contribuição ajudaria a reduzir a pressão sobre as contas públicas, ao manter os trabalhadores ativos por mais tempo e aumentar a arrecadação. Já a limitação de reajustes teria como objetivo conter o crescimento das despesas obrigatórias, que impactam diretamente o orçamento federal.

As propostas apresentadas por Romeu Zema indicam uma agenda econômica centrada na redução do tamanho do Estado, no controle de gastos públicos e na busca por maior equilíbrio fiscal. No entanto, detalhes sobre a implementação das medidas ainda não foram divulgados, e a efetivação dessas mudanças dependeria de processos legislativos e institucionais complexos.

Com informações da Jovem Pan