Internacional

Irã cria órgão para controlar tráfego no Estreito de Ormuz e reforça regras de navegação

Foto: Freepik/Imagem ilustrativa

O governo do Irã anunciou a criação de um novo órgão com a função de controlar oficialmente o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. A medida foi divulgada nesta terça-feira (5) pela televisão estatal iraniana e ocorre em meio a tensões na região.

O mecanismo foi batizado de Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) e terá como responsabilidade regular o tráfego de embarcações na região. Segundo a mídia estatal do Irã, todos os navios que desejarem atravessar o estreito receberão um e-mail com as regras obrigatórias para a passagem.

O Estreito de Ormuz é considerado uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo. Por ele passa cerca de 20% de todo o petróleo produzido globalmente, principalmente oriundo de países do Golfo Pérsico.

Desde o início das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, a região passou a registrar restrições parciais. O bloqueio afetou diretamente o mercado internacional de energia, provocando aumento nos preços do petróleo.

Com a instabilidade na região, o mercado petrolífero sofreu forte impacto e os preços do petróleo dispararam. O barril do tipo Brent, referência internacional, chegou a ser comercializado acima de US$ 100.

Em diferentes ocasiões, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderia reabrir a passagem estratégica por meio do uso da força, embora essa ação nunca tenha sido executada.

No fim de março, o governo iraniano já havia imposto uma taxa para navios que transitam pela região. Apesar disso, embarcações ligadas aos Estados Unidos, Israel e países aliados seguem proibidas de acessar o estreito, mesmo mediante pagamento do chamado “pedágio”.

A criação da Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico reforça o controle do Irã sobre uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. Em um cenário de tensões geopolíticas e impacto direto no mercado de petróleo, o estreito segue como ponto central de disputas internacionais.

Com informações do Metrópoles