Entre janeiro e abril deste ano, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) registrou 36 interrupções no fornecimento de energia elétrica provocadas por incêndios em diferentes regiões do estado. As ocorrências afetaram diretamente mais de 12 mil clientes.
Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foram contabilizados 12 casos, deixando quase cinco mil unidades consumidoras sem energia. Apesar do cenário considerado preocupante, os números ainda são inferiores aos registrados em 2025, quando 769 ocorrências impactaram cerca de 536 mil clientes em Minas Gerais.
Segundo Ramon Cavalini Furiati, gerente do Centro de Operação da Distribuição da Cemig, os incêndios provocam danos em equipamentos essenciais da rede elétrica, como postes, cabos e torres de transmissão.
Além dos prejuízos estruturais, o processo de restabelecimento da energia em áreas atingidas pelas queimadas é considerado complexo, principalmente devido ao difícil acesso em regiões rurais e acidentadas.
“Geralmente, são locais de difícil acesso e em áreas rurais muito amplas. Levar estruturas pesadas, como torres e postes, em áreas acidentadas, torna ainda mais complexa a manutenção das redes danificadas”, destacou Furiati.
A Cemig alerta que as interrupções no fornecimento de energia não dependem apenas do contato direto das chamas com a rede elétrica. De acordo com a companhia, o calor intenso e a fumaça também podem provocar o desligamento das linhas de transmissão.
Além dos prejuízos econômicos para setores como comércio e educação, as falhas no fornecimento podem comprometer serviços essenciais, incluindo hospitais.
A empresa destaca que a maioria dos focos de incêndio é causada por ação humana e lembra que provocar queimadas pode ser considerado crime ambiental, com possibilidade de prisão.
Como forma de prevenção, a Cemig orienta a população a evitar atitudes que possam iniciar incêndios, como jogar pontas de cigarro em rodovias e áreas rurais, deixar fogueiras sem apagar completamente e abandonar garrafas de vidro ou plástico expostas ao sol em áreas de mata.
A companhia também recomenda respeitar a distância mínima de 15 metros de rodovias e redes elétricas durante a realização de queimadas autorizadas.
Com dezenas de interrupções registradas nos primeiros meses do ano, a Cemig reforça o alerta sobre os impactos das queimadas no fornecimento de energia elétrica em Minas Gerais. Além dos danos à infraestrutura, os incêndios podem comprometer serviços essenciais e afetar milhares de consumidores, aumentando a necessidade de ações preventivas por parte da população.
Com informações do O Tempo








