O desenvolvimento do Lago de Furnas esbarra em um obstáculo fabricado: a omissão do próprio Estado. O atual modelo de outorga da ANA (Agência Nacional de Águas) e de licenciamento ambiental do IBAMA não regulam o sistema, eles chancelam a exaustão do Mar de Minas.
A denúncia é técnica e matemática. É um absurdo inaceitável que ambos os órgãos federais permitam que a operadora AXIA Energia utilize livremente 100% do volume útil do nosso reservatório, sem qualquer restrição de segurança hídrica. Ao fixarem a cota mínima de operação normal em 750 metros — o que representa alarmantes 0% de volume útil —, ANA e IBAMA ignoram a sobrevivência da região (e o próprio meio ambiente) e ficam a quilômetros de distância da vital Cota 762.
Na prática, a burocracia federal legalizou a seca e vai CONTRA A LEI. O impacto recai integralmente sobre o empreendedor regional, que suporta o estrangulamento do turismo, do comércio, do fluxo de caixa e da geração de empregos. Enquanto os lucros fluem sem restrições para a concessionária, o prejuízo financeiro e operacional fica na nossa região.
A Cota 762 não é uma sugestão, é o limite inegociável da nossa sobrevivência econômica.
A inércia acabou. O Mar de Minas exige respeito.
Fonte: UNELAGOS








