Formiga

Ambulatório é aberto com quadro de profissionais reduzido

O Ambulatório montado na Secretaria de Saúde para atender a demanda de pacientes dos PSFs que estão sem médicos começou a funcionar na quinta-feira (6), em salas disponibilizadas pela secretaria no Edifício Antônio Vieira.
A equipe de redação do jornal esteve no local e foi informada pela recepcionista que, dois médicos atendiam naquele momento (14h): Naiara Silveira Furtado e Marcelo Amarante. Porém, o contrato da Prefeitura com a Clínica Cardiovascular e UTI Móvel Santa Maria LTDA., que foi manchete do jornal Nova Imprensa na semana passada, dava conta de que por turno, trabalhariam três profissionais e ao ser questionada a respeito, a enfermeira Marinês Tomé, informou que tal questionamento seria respondido pela secretária adjunta, Maiára Freitas, convidando a equipe a subir ao 2º pavimento, onde seria atendida..
Depois de 40 minutos de espera, foi dada a notícia de que não seria possível a entrevista, de vez que não fora agendado e que as respostas seriam dadas pelo Departamento de Comunicação da Prefeitura.
Estranha a atitude, uma vez que os questionamentos feitos por nossa equipe são sempre legítimos e feitos no interesse único de esclarecer dúvidas da população (nossos leitores). Se dando por satisfeita, os profissionais se retiraram do local pois, a última vez que em companhia de vereadores, jornalistas desse veículo de comunicação estiveram naquela secretaria, a atual secretária registrou um boletim de ocorrência alegando que seu gabinete havia sido invadido, apesar de também ela ter feito uma de nossas repórteres esperar por vários minutos e depois de atendê-la, haver incluído a profissional no rol dos ?invasores?.
Antes de sair da secretaria foi possível retratar a recepção que estava repleta, e uma das profissionais que lá estava, garantiu que boa parte daquelas pessoas aguardava por consultas com médicos especialistas, e não com os do ambulatório. A visita ao ambulatório também não foi permitida para nossa equipe ou menos ainda, nos aproximar dos médicos que segundo a recepcionista, atendiam naquele momento.
Em contato com a Secretaria de Comunicação, foi informado, por meio de nota, que nesse primeiro dia de funcionamento, cinco profissionais haviam atendido no ambulatório, sem especificar o horário cumprido por cada um deles: Naiara Silveira Furtado, Marcelo Amarante, Marcela Moura, Ricardo Canaã e Giovani Salazar.
A nota informa ainda que, 160 pacientes já haviam sido atendidos no ambulatório que funciona em duas salas no Edifício Antônio Vieira, das 7h30 às 11h30 e das 13h às 17h. Portanto, uma média de 32 pacientes por médico.
Se cada médico trabalhou 4 horas, sendo três profissionais pela manhã e dois a tarde, cada paciente foi atendido em 7, 5 minutos, em média.

Medida contraditória
No fim do ano passado, vários setores da administração, incluindo os Postos de Saúde ficaram fechados, devido ao decreto do Prefeito de Formiga, Moacir Ribeiro, considerando ponto facultativo de antes do Natal até após o Ano Novo.
Nesse período, a Secretaria de Saúde garantiu que não haveria demanda e, para evitar a total desassistência da população, criou um ambulatório que atendia apenas em um período do dia, com um profissional médico e uma enfermeira. Local que ficou vazio, como nossa equipe constatou àquela época e foi objeto de matéria nas edições de então.
Porém, agora, diante das reinvindicações dos médicos e da ameaça de greve, a criação do ambulatório foi emergencial e em um único dia, 160 pessoas foram atendidas. Diz a nota oficial que: ?Consideramos que este primeiro dia mostrou que a decisão de montar o ambulatório foi acertada. Atendemos um grande volume de pacientes, que elogiaram o trabalho. Aconteça o que acontecer, a Secretaria de Saúde e a Prefeitura farão de tudo para que a população formiguense não fique sem atendimento?, comentou a secretária municipal de Saúde, Maria Inês Macedo, na referida nota.
Outras perguntas para as quais aguardamos resposta:
Afinal de contas, faltou mesmo demanda em dezembro? Ou esses 160 pacientes foram contados em meio aos que aguardavam por atendimento de especialistas como disse a funcionária da própria secretaria?
A demanda reprimida é resultante de remarcação de consultas, em face do não funcionamento dos Postos de Saúde?