Formiga

?Amor é prosa, sexo é poesia? é a indicação de leitura da semana

A Biblioteca Municipal traz nessa semana o livro ?Amor é prosa, sexo é poesia? do autor Arnaldo Jabor. A indicação faz parte do projeto ?No meio do caminho tem um livro?, que tem como objetivo estimular a leitura e divulgar o acervo da biblioteca.
O livro é uma coletânea de crônicas que apresenta um conjunto de 36 crônicas que falam de nossas obsessões mais íntimas: sexo e amor, família, mulheres, falta de dinheiro, racismo, pobreza, mazelas, política, religião, sexualidade e depressão. Nesse sentido, os textos são compostos de opiniões e constatações do autor em relação aos mais variados temas que, na maioria das vezes, reflete a desilusão com a modernidade dos costumes, o desapontamento com a moral vigente nos dias atuais e o desencanto com a política de sempre.
Resenha
Ao expor seu inconformismo com as transformações do mundo e sua desilusão com a modernidade, Jabor faz surgir uma certa nostalgia que provoca saudades de uma época em que havia ideologia e vontade de mudar o mundo. Tempo em que a norma vigente não era ?ser desejado, ser consumido, ou entrar num circuito comercial de sorrisos e festas? para ostentar uma felicidade inexistente.
Além disso, suas crônicas fornecem um resumo reflexivo dos fatos mais importantes do início deste século, aborda temas como a pedofilia entre os padres, o assassinato dos Richthofen, a arrogância de George W. Bush e a mudança trazida pelos fundamentalistas da Al-Qaeda. Portanto, pode-se dizer que nessa obra Jabor atua como um historiador da atualidade.
Suas palavras afiadas associadas a seu sarcasmo e humor provocam rachaduras no nosso modo de pensar a estrutura sócio-político-econômica do país, gerando assim, fendas pelas quais é possível a nós enxergar a absurda ilusão em que vivemos.