Em um ano em que se tem notado na região a valorização de setores importantes como a Cultura e os Esportes, o município de Córrego Fundo tem ficado para trás.

De acordo com informações do portal Tribuna Centro-Oeste, com a superação da pandemia, foram nítidos os investimentos da maioria dos municípios da região sobretudo nas áreas de Cultura e Esportes, não só para a retomada dos eventos, mas também pela consciência de que a valorização dessas áreas tem o potencial de trazer diversos outros benefícios para os municípios, desde a o incentivo direto à participação e interação da população, até o favorecimento das condições para a vinda desse tipo de verbas.

A exemplo dessas iniciativas, podem ser citados o Festival Mineiridade “Nossa Cozinha”, realizado em Pimenta, o 1° Festival de Gastronomia ‘Delícias da Roça’, realizado em Arcos, o tradicional Festival de Gastronomia Rural, de Itapecerica, dentre tantas outras ações vistas em outros municípios que utilizam recursos da Lei Robin Hood para fomentar a cultura e o esporte local.

Conforme informações consultadas junto à Fundação João Pinheiro, onde constam os valores repassados a cada município por meio da chamada “Lei Robin Hood”, Córrego Fundo recebeu em 2021, no período de janeiro a junho, o montante de 17.201,12 para o Patrimônio Cultural. No mesmo período de 2022, Córrego Fundo recebeu menos da metade desse valor: apenas R$7.025,32.

Ainda de acordo com o Tribuna Centro-Oeste, quanto aos Esportes, a situação já não era boa em 2021, não tendo sido destinada nenhuma verba para a área, se manteve em 2022 até o presente momento.

Apenas como comparativo, o município de Pimenta, mesmo com o cenário pandêmico, conseguiu aumentar suas arrecadações relativas ao Patrimônio Cultural este ano em relação a 2021: ano passado, foram repassados R$ 81.580,81 (no mesmo período de tempo, de janeiro a junho), enquanto este ano o valor recebido até o momento mais que dobrou: R$ 182.568,79.

Esses valores chegam às cidades por meio da Lei Robin Hood, tratando-se da parcela do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços) que deve ser repassada aos municípios e leva em conta diversos critérios tais como: área geográfica, população, população dos 50 mais populosos, educação, saúde, meio ambiente, patrimônio cultural, produção de alimentos e receita própria.

Versão da Prefeitura

A Redação do TRIBUNA entrou em contato com o setor de Cultura do município de Córrego Fundo via e-mail na quinta-feira (21), mas não obteve qualquer esclarecimento até a tarde desta quarta-feira (27).

Fonte: Tribuna Centro-Oeste

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