O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estava sob efeito de remédios quando fez postagem nas redes sociais questionando a lisura das urnas eletrônicas no dia 10 de janeiro e, somente duas horas depois, ele apagou a postagem. Foi o que alegou a defesa do ex-presidente após ele deixar a sede da Polícia Federal para depor sobre seu suposto envolvimento nos atos criminosos do dia 8 de janeiro. Segundo a defesa, a postagem foi feita acidentalmente.

“Este vídeo ele foi postado na página do presidente no Facebook quando ele tentava transmiti-lo pro seu arquivo de WhatsApp pra assistir posteriormente. Por acaso, justamente nesse período, o presidente estava internado num hospital em Orlando, justamente no período entre o dia 8 e dia 10, ele teve uma crise de obstrução intestinal, se está documentado, foi submetido ao tratamento com morfinas, ficou hospitalizado e só foi, só recebeu alta na tarde do dia 10. Essa postagem foi feita de forma equivocada tanto que pouco tempo depois, duas ou três horas depois ele foi advertido e imediatamente retirou essa postagem”, afirmou o advogado Paulo Cunha Bueno.

O advogado afirmou que foi o próprio Bolsonaro quem postou o vídeo sem querer, mas que outra pessoa o alertou do equívoco duas horas depois. “Não foi ele que percebeu, Na verdade foi o pessoal de equipe. Ele sequer sabia. Ele não percebeu que havia postado no Facebook”, disse.

No depoimento, segundo a defesa, Bolsonaro deixou consignado duas vezes que considera as eleições de 2022 uma página virada. E também reforçou a condenação aos atos do dia 8 de janeiro, quando seus apoiadores invadiram e depredaram os prédios dos Três Poderes na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

“”Ele repudiou os ataques. ele postou no próprio dia 8, às 9h da noite, na sua página no twitter, uma declaração de repúdio aos ataques. que ele ratificou no depoimento de hoje inclusive”, afirmou o advogado Paulo Cunha Bueno.

Bolsonaro chegou ao local às 8h45 e saiu do prédio da PF às 11h23 desta quarta-feira (26). O ex-mandatário saiu sem falar com a imprensa e deixou seus advogados responderem as perguntas de jornalistas. Não havia apoiadores nem adversários dele no local para recebê-lo no local.

Fonte: O Tempo

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