A ex-deputada federal Carla Zambelli deixou o presídio feminino de Rebibbia, em Roma, nessa sexta-feira (22), após a Corte de Cassação de Roma, última instância da Justiça italiana, anular a decisão da Corte de Apelação que autorizava sua extradição para o Brasil.
Zambelli estava presa na Itália desde julho de 2025, após deixar o Brasil em meio às condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa da ex-parlamentar conseguiu reverter a autorização de extradição, resultando em sua liberação imediata.
Após deixar a prisão, Zambelli divulgou um vídeo ao lado do advogado Pieremilio Sammarco, responsável por sua defesa na Itália. Na gravação, ela afirmou: “Consagro a minha liberdade como uma vitória de Deus”.
A Corte de Cassação analisou recursos relacionados a dois processos julgados pela Corte de Apelação de Roma, ambos favoráveis à extradição: um referente à condenação pela invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e outro relacionado ao porte ilegal de arma de fogo.
Apesar da decisão judicial, o caso ainda depende do aval final do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, integrante do governo da primeira-ministra Giorgia Meloni. O ministro terá prazo de 45 dias para decidir sobre a extradição e, posteriormente, comunicar o governo brasileiro sobre os procedimentos a serem adotados.
Antes da decisão da Justiça italiana, o ministro do STF Alexandre de Moraes já havia solicitado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e ao Ministério das Relações Exteriores providências para efetivar a extradição.
Caso retorne ao Brasil, Zambelli deverá cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.
No Brasil, a ex-deputada foi condenada em dois processos com trânsito em julgado: a 10 anos e 8 meses de prisão pela invasão hacker ao sistema do CNJ e a 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, em episódio ocorrido às vésperas das eleições de 2022, quando perseguiu um homem armada pelas ruas.
Zambelli foi presa em 29 de julho de 2025, em um apartamento em Roma, após ser incluída na lista vermelha da Interpol. A Justiça italiana justificou a prisão pelo “grave risco de fuga”.
Com informações do Metrópoles







