Cinco morcegos foram identificados com o vírus da raiva nos três primeiros meses deste ano em Belo Horizonte. Em Minas, uma morte e um caso suspeitos em humanos estão em investigação. A circulação da doença deixa as autoridades em alerta máximo diante dos riscos, já que a enfermidade é letal.

Na capital, a preocupação segue desde o ano passado. Em 2021, 24 morcegos e um gato testaram positivo. O número mais que dobrou em relação ao ano anterior. A capital chegou a manter o Parque Municipal fechado por mais de seis meses.

E ainda que não haja ocorrência em humanos desde 1984, é preciso se atentar aos cuidados e formas de prevenção, alerta o infectologista Unaí Tupinambás. A principal forma de manter a doença longe das pessoas é garantindo a vacinação de cães e gatos, já que há uma maior convivência com esses bichos.

“E quem for mordido ou atacado por animal suspeito ou desconhecido, deve procurar os serviços de saúde para receber orientações e avaliar o uso do soro antirrábico”, avaliou.

Em BH, ações de prevenção e combate estão em andamento. “Em casos suspeitos, especialmente morcegos caídos e com comportamento atípico, a população não deve manipular ou descartar o animal, devendo acionar imediatamente o serviço de Zoonoses do município”, informou a prefeitura.

Minas

Os dois casos suspeitos de raiva humana em Minas ocorreram em Bertópolis, no Vale do Jequitinhonha. Além do óbito de um adolescente de 12 anos, notificado na última segunda-feira, a pasta também avalia o episódio envolvendo uma menina, também de 12, que está internada no Hospital Infantil João Paulo II, em Belo Horizonte.

De acordo com a pasta, as amostras biológicas dos pacientes foram encaminhadas para laboratórios de referência. No Estado, o último caso de morte por raiva humana foi registrado em 2012, em Rio Casca.

 

 

Fonte: Hoje em Dia

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