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Corrida envelhece o rosto? Dermatologista esclarece

Foto: Freepik/Imagem ilustrativa

Com a popularização das corridas de rua, imagens de provas e treinos urbanos se multiplicaram nas redes sociais. Junto a esse movimento, ganhou destaque o termo runner’s face, usado para descrever um suposto envelhecimento precoce do rosto em praticantes da modalidade.

Segundo o dermatologista Octávio Guarçoni, referência em saúde metabólica, a ideia não passa de mito. “O movimento da corrida não degrada fibras de colágeno nem provoca flacidez facial”, afirma. De acordo com o especialista, alterações no contorno do rosto podem ocorrer, mas estão relacionadas à perda natural de gordura corporal associada ao exercício e ao próprio processo de envelhecimento, não à prática esportiva em si.

Guarçoni destaca que os benefícios da corrida vão muito além do condicionamento físico, contribuindo para melhorar a circulação, fortalecer músculos e articulações, regular o sono e reduzir o estresse. “O corpo se adapta gradualmente ao esforço e os efeitos positivos são claros para a saúde como um todo”, ressalta.

Quando sinais como olheiras ou sulcos faciais aparecem, o médico explica que geralmente são atribuídos de forma equivocada à corrida. Para ele, esses aspectos têm outras causas.

Com a chegada do verão, Guarçoni reforça a importância dos cuidados com a pele durante treinos ao ar livre. O uso de protetor solar de amplo espectro, com reaplicação frequente, é essencial. Hidratação adequada, acompanhamento dermatológico e acessórios como bonés e chapéus também ajudam a reduzir os danos da exposição solar.

Entusiasta da corrida, o especialista defende que o esporte não deve ser visto como inimigo da estética. “Corredores que mantêm proteção solar, boa hidratação e cuidados básicos com a pele dificilmente terão prejuízos relacionados à atividade”, afirma.

Na avaliação de Guarçoni, a chamada runner’s face é apenas um rótulo. “A corrida é aliada da saúde e do bem-estar. Quando praticada com consciência, ela não envelhece o rosto — pelo contrário, contribui para uma vida mais ativa e equilibrada”, conclui.

Com informações do Metrópoles