Política

Lula diz que governadores citados como adversários “não fizeram nada” em políticas sociais

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil-CNN Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (17) que determinou a elaboração de um estudo sobre as políticas sociais adotadas por possíveis adversários nas eleições presidenciais de 2026. A declaração foi feita durante a última reunião ministerial do ano, realizada na Granja do Torto, em Brasília.

Em seu discurso, Lula citou nominalmente os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Ratinho Júnior (PSD), do Paraná; e Ronaldo Caiado (União), de Goiás. Segundo o presidente, a análise compara as ações sociais desenvolvidas por esses gestores estaduais com as políticas implementadas pelo governo federal. “Eu já mandei fazer um estudo das políticas sociais dos nossos possíveis adversários. Do Tarcísio, do Zema, do Caiado, do Ratinho… das políticas sociais que eles fizeram nos estados. Sinceramente, perto de nós, eles não fizeram nada”, afirmou.

A reunião ministerial reuniu os chefes das 39 pastas do governo e teve discursos marcados por forte tom eleitoral. Apesar disso, Lula não mencionou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que já anunciou pré-candidatura à Presidência com o apoio do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao abrir o encontro, o presidente também comentou sobre pesquisas de opinião pública, avaliando que os levantamentos ainda não refletem de forma fiel as ações do governo. Segundo Lula, parte da população desconhece as iniciativas da gestão federal, e a polarização política dificulta a percepção dos resultados. “É importante que a gente tenha noção que nós precisamos fazer com que o povo saiba o que aconteceu neste país. Eu tenho a impressão que o povo ainda não sabe. Tenho a impressão que nós ainda não conseguimos a narrativa correta para fazer com que o povo saiba fazer uma avaliação das coisas que aconteceram neste país”, disse.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também discursou e classificou 2026 como uma “guerra” no campo da comunicação. Ele ressaltou as dificuldades impostas pelas redes sociais e afirmou que o próximo período será decisivo. “Vai continuar um inferno a vida de todos nós, é um desafio lidar com as redes sociais. Se a gente transformar o ano que vem no ano da verdade, nós vamos ter mais quatro anos de trabalho aqui”, declarou.

A reunião ocorreu após a divulgação de uma pesquisa que aponta Lula com vantagem de dez pontos percentuais em um eventual segundo turno tanto contra o senador Flávio Bolsonaro quanto contra o governador Tarcísio de Freitas. O cenário reforça o clima pré-eleitoral que marcou o encontro ministerial e as declarações do presidente e de seus auxiliares.

Com informações do Jornal O TEMPO