O Projeto ?Olho Vivo?, iniciativa da Prefeitura de Arcos em parceria com a Polícia Militar e concebido para monitorar o hiper-centro comercial da cidade, além de outros pontos considerados estratégicos, deve entrar em ação nos próximos dias. O convênio celebrado entre a administração municipal e o Conselho Municipal de Segurança Pública (Consep) regulariza a forma de pagamento dos proventos para os operadores contratados, mediante Lei Municipal nº 2560 / 2013.
A contratação de cinco monitores passou por rigoroso processo de seleção e treinamento, e possibilitará uma maior interação entre eles e os policiais militares, unidos no mesmo propósito, que é o de oferecer mais segurança à população arcoense. A expectativa é de que o sistema opere definitivamente dentro de 40 dias.
Segundo o tenente César Henrique Bittencourt, responsável pela 241ª companhia da Polícia Militar de Arcos, tudo foi feito com muito critério, a fim de seguir rigorosamente o que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal, inclusive no processo de renovação do convênio firmado anteriormente com a empresa de informática Twister Soft Net, responsável pela administração do software utilizado no ?Olho Vivo?.
O militar explicou que os cinco monitores trabalharão diretamente com os policiais, numa sala especialmente adaptada para a finalidade. ?Montamos um espaço exclusivo para os operadores, com monitores de vídeo de última geração, móveis, utensílios, televisão de 42 polegadas e até aparelho de ar condicionado. Tudo isso para proporcionar melhores condições de trabalho aos contratados. O trabalho será realizado diuturnamente, ou seja, montaremos uma escala dentro da qual os cinco profissionais se revezarão cumprindo vinte e quatro horas de trabalho por dia, sete dias na semana, trezentos e sessenta e cinco dias por ano, o que corresponderá a quarenta e quatro horas semanais de trabalho para cada um deles?.
Armazenamento de Imagens
As imagens obtidas pelas câmeras de vigilância e monitoramento ficarão gravadas por um período preestabelecido (cerca de 30 dias), e poderão ser utilizadas pelas autoridades, quando solicitadas (Ministério Público, Delegado de Polícia, Conselho Tutelar, Juizado de Menores etc.). A finalidade do armazenamento e preservação das imagens é garantir a continuidade de possíveis processos de investigação que por ventura se fizerem necessários.
Etapas do ?Olho Vivo?
Para se chegar ao estágio atual, as câmeras foram primeiramente adquiridas e instaladas no governo anterior. Para tanto, foram mapeadas ruas e avenidas consideradas estratégicas, com grande fluxo de veículos e transeuntes no hiper-centro comercial da cidade. Os aparelhos de monitoramento também entraram em funcionamento e as imagens eram captadas dentro de uma sala que funcionava no prédio da Prefeitura. Todavia, faltava a regulamentação de algumas questões jurídicas e operacionais, uma vez que logisticamente tudo se encontrava em perfeita ordem. Faltava também a supervisão técnica da diretoria de sistemas da Polícia Militar, responsável pela verificação da qualidade do equipamento a ser utilizado.
Nos primeiros meses de 2013, tudo aquilo que foi solicitado anteriormente, assim como questões burocráticas pendentes, foram solucionados e o Quartel de Polícia pôde enfim receber o aparato tecnológico para dar início às operações de vigilância on-line. Com o objetivo de atender às necessidades do trabalho houve a necessidade de reforma e adaptação de uma sala, além da aquisição de mobiliário, computadores, TV digital e aparelho de ar condicionado. Vale ressaltar que a aquisição do ar condicionado foi uma exigência da supervisão técnica, uma vez que os equipamentos instalados na sala exigem que a sala tenha refrigeração.
Formiga
Em Arcos: treinamento para operadores do Projeto Olho Vivo começa hoje
- por Últimas Notícias
- 09/09/2013 - 12:40








