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Famílias do MTL ocupam fazenda em MG; Simões descarta negociação com grupo

Foto: Redes sociais/ reprodução

Uma área rural privada às margens da MGC-497, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, foi ocupada por um grupo de aproximadamente 130 pessoas na manhã desse domingo (30). A ação é coordenada pelo Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL) e ocorre na Fazenda Bom Jardim.

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), esteve no local e informou que a Polícia Militar (PM) cercou a propriedade para impedir a entrada de novas pessoas e de estruturas que possam oferecer suporte à permanência dos ocupantes.

Segundo Mateus Simões, a orientação dada à Polícia Militar é para que a atuação ocorra sem violência. O governador afirmou ser contrário tanto à ocupação quanto a uma eventual retirada dos ocupantes por meio da força.

“Não é assim que a polícia age. A polícia age com inteligência e com respeito. Nós primeiro cercamos a área para que ninguém mais entre, para que não entre estrutura, para que não entrem coisas lá para dentro”, afirmou.

Simões também disse que o governo estadual não pretende permitir a permanência do grupo na propriedade, mas destacou que a estratégia inicial é impedir o aumento da ocupação e evitar uma ação policial que possa resultar em confronto.

De acordo com o governador, dez crianças estão entre as pessoas que ocupam a área. O Conselho Tutelar foi acionado e, conforme Simões, o objetivo é retirar os menores do local antes de qualquer eventual ação policial dentro da propriedade.

Há crianças lá dentro e, obviamente, eu não vou determinar a entrada do Choque numa área com crianças para a gente correr o risco de colocar essas crianças em uma situação em que elas podem acabar sofrendo”, disse.

O governador acusou os responsáveis pela ocupação de utilizarem as crianças para dificultar uma possível ação policial. Ele também informou que uma mulher grávida precisou ser retirada da propriedade pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Mateus Simões afirmou que o governo estadual não pretende negociar a permanência do grupo na Fazenda Bom Jardim.

Nós não fazemos negociação com quem invade. O que a gente faz é sempre a mesma coisa que nós estamos fazendo aqui agora, com calma, com tranquilidade, e dizer que as pessoas vão ter de sair”, declarou.

O governador também comentou sobre uma faixa instalada no local que faria referência ao Banco Master. Segundo ele, uma eventual relação da propriedade com a instituição não mudaria a forma como o Estado atua diante da ocupação.

“Podia ser do Lula, seria defendido em Minas Gerais da mesma forma, porque não existe possibilidade de quem não é dono entrar em área aqui”, afirmou.

Simões afirmou que o governo de Minas Gerais já enfrentou outras tentativas de ocupação de propriedades durante a atual gestão. Segundo ele, em três episódios, os grupos deixaram os locais sem que fosse necessária a entrada da polícia.

Em outros dois casos, o Estado aguardou decisões judiciais antes de realizar a retirada dos ocupantes.

O governador afirmou que a mesma estratégia deverá ser adotada em Uberlândia. Apesar de defender uma atuação sem violência, Simões reforçou que a Polícia Militar poderá agir caso seja necessário.

 

Com informações do Metrópoles