Ciência e Saúde

Febre amarela: mortes em SP aumentam alerta em Minas; 14 casos são investigados

Foto: © Tomaz Silva/Agência Brasil

Pelo menos 14 casos suspeitos de febre amarela estão sendo investigados em Minas Gerais, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. A confirmação da circulação viral em regiões do estado e o registro de mortes em São Paulo intensificam o alerta das autoridades para uma doença considerada grave e com alto risco de morte.

Segundo a SES-MG, a presença do vírus foi confirmada nos municípios de Arinos, Riachinho, Buritis, Unaí e Pirapora, localizados nas regiões Noroeste e Norte.

A vigilância epidemiológica ocorre de forma contínua, com base no monitoramento de mortes de primatas, investigação de casos suspeitos em humanos e acompanhamento da cobertura vacinal.

O vírus da febre amarela é transmitido pela picada de mosquitos infectados, como o Aedes aegypti em áreas urbanas, e os gêneros Haemagogus e Sabethes em regiões de mata.

As autoridades recomendam medidas de proteção individual, como o uso de repelentes e roupas que cubram o corpo, especialmente durante atividades ao ar livre. Entre os principais sintomas estão febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia — caracterizada pelo amarelamento da pele e dos olhos — e hemorragias.

Pessoas que apresentarem esses sinais devem procurar atendimento médico imediato, informando histórico de exposição e situação vacinal.

Embora não haja confirmação de casos em humanos em Minas Gerais, ao menos nove macacos já foram infectados pela doença no estado, todos evoluindo para óbito. Outras 19 notificações seguem em investigação.

A SES-MG destaca que os macacos não transmitem a febre amarela. A infecção nesses animais serve como indicador da circulação do vírus. A orientação é que casos de adoecimento ou morte de primatas sejam comunicados imediatamente às autoridades de saúde.

O estado de São Paulo registrou duas mortes recentes por febre amarela, além de um terceiro caso confirmado na cidade de Araçariguama, na região de Sorocaba. O paciente, um homem de 43 anos, se recuperou.

Segundo as autoridades, todos os casos registrados neste ano ocorreram em pessoas sem histórico de vacinação, reforçando a importância da imunização.

A vacina contra a febre amarela está disponível nos postos de saúde em todo o país. O esquema vacinal prevê uma dose para crianças aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos.

Pessoas que receberam a primeira dose antes dos 5 anos devem tomar o reforço. Já indivíduos entre 5 e 59 anos que ainda não foram vacinados também precisam receber a dose.

Diante da confirmação da circulação do vírus e do aumento de casos suspeitos, autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação e das medidas preventivas. A vigilância contínua e a atenção aos sintomas são fundamentais para conter o avanço da febre amarela e evitar novos casos graves e mortes.

Com informações do Hoje em Dia