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Fim da redução do IPI para veículos bicombustíveis

Desde quando foi lançado, para diminuir a pressão monetária e estimular o consumo nos períodos de crise, a redução sobre as desonerações tributárias vem sendo aumentadas gradativamente. E no final deste mês, termina a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos com motor bicombustível, a isenção do Cofins para motos de até 150 cilindradas e a isenção do tributo para móveis e madeiras.
Tal medida foi sinalizada ata do Comitê de Política Monetária (Copom), desya quinta-feira (25), como benéfica para a economia, pois, segundo o documento, os estímulos na economia motivaram a maioria dos membros do colegiado a manter por mais tempo a taxa Selix nos 8,75% ao ano.
A única redução de IPI com chance de ser mantida é a da construção civil, prevista para terminar em 30 de junho deste ano. Tal medida deve ser adotada, pois a redução tem reflexos no programa habitacional Minha Casa Minha Vida, prioridade do governo e uma das bandeiras de campanha da pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff.
Segundo a Receita Federal, a retirada parcial das medidas a partir do ano passado já elevou a arrecadação federal em R$ 598 milhões no primeiro bimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Esse aumento gradual vem sendo adotado desde o ano passado, principalmente nas alíquotas do IPI de automóveis. Em outubro, o imposto que estava zerado para modelos 1.0 subiu para 1,5%, no mês seguinte, para 3%, mantidos até o final deste mês.