Formiga

Grupo de formiguenses volta às ruas nesse feriado de 7 de Setembro

Após a divulgação na reunião de segunda-feira (2) da Câmara Municipal de Formiga de um áudio em que o prefeito Moacir Ribeiro confirma ter oferecido em 2011, propina no valor de R$15 mil para o vereador Mauro César, grupos de redes sociais da cidade se uniram e nesse sábado (7) saíram às ruas para manifestar em uma ação que ganhou o nome de ?Bloco da Propina?.
O objetivo foi alertar a população, o Ministério Público e o Judiciário sobre a denúncia feita no Legislativo e manifestar sobre outros temas, alvo de insatisfação de parte da população da cidade.
Cerca de 100 pessoas, munidas de faixas e cartazes estiveram presentes na praça Getúlio Vargas e interromperam o trânsito em todo o trecho. Os manifestantes voltaram a protestar contra a presença do empresário Marco Aurélio Sallum na cidade, cuja atuação na Prefeitura, onde não possui nenhum cargo, já é alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga a usurpação de poder público. O oferecimento de propina por parte do prefeito Moacir Ribeiro à época em que estava afastado das funções de vereador após ser cassado (crime posteriormente prescrito) também ganhou destaque nos gritos de ordem dos manifestantes.
A intenção do ?Bloco da Propina? era de manifestar durante o desfile cívico que todos os anos ocorre na cidade, porém, na noite de quinta-feira (5), a Prefeitura enviou comunicado cancelando o evento, justificando que como na cidade de Contagem, o pré-agendamento de manifestações poderia colocar o público em risco, em especial estudantes. O assunto ganhou destaque nacional uma vez que dos 853 municípios mineiros e das dezenas de manifestações agendadas pelo Estado, apenas em duas cidades foi tomada a decisão de cancelar o desfile cívico.
Em Formiga, a Polícia Militar mais uma vez deu suporte na ação para garantir a segurança dos manifestantes.
<2>Hasteamento das bandeiras
Por se tratar de um feriado cívico, pela independência do Brasil, como está descrito na Constituição Federal, a bandeira do país deveria estar hasteada em todos os prédios públicos e estabelecimentos de ensino públicos neste sábado, porém apesar do Tiro de Guerra, escolas e do Fórum terem cumprido o que determina a Lei 5.443, DE 28 DE MAIO DE 1968 em seus artigos 13 e 14, o mesmo não ocorreu na sede da Prefeitura da cidade.