Mesmo com obtenção de lucro líquido de mais de 3 bilhões de euros em 2021, a cervejaria holandesa Heineken anunciou que deve aumentar o preço nas bebidas em todo o mundo.

Segundo o grupo, o avanço da inflação a nível global tem elevado os custos de produção a níveis jamais vistos pelos executivos, o que pressionou a necessidade de novos reajustes.

Na quarta-feira (16), a empresa anunciou ainda que reverteu prejuízo de 204 milhões de euros registrado em 2020, além de registrar salto na receita em 11,3%, superando 21 bilhões de euros. No Brasil, o volume de venda cresceu 10% entre outubro e dezembro do ano passado.

Entretanto, a cervejaria projeta que os custos de produção devem aumentar 15% para cada 100 mil litros, em decorrência do aumento nos preços de commodities, energia e frete.

De acordo com o diretor financeiro do grupo, Harold van den Broek, o aumento no custo de produção será compensado “em termos absolutos, o que pode levar a um consumo de cerveja menor”.

Apesar do cenário, segundo ele, a empresa ainda projeta margem de lucro operacional de 17% até 2023.

Já o presidente do grupo, Dolf van den Brink, acrescentou que a manutenção no volume de vendas é incerto diante dos impactos absorvidos pelo mercado desde o começo da pandemia da Covid-19.

Ele disse que os volumes têm sido “resilientes”, mas pontua que não se sabe quanto tempo isso vai durar diante da pressão inflacionária. 

O executivo ainda destacou que vê alguns países com vendas mais resilientes que outros, incluindo localidades na América do Sul. 

Fonte: Hoje em Dia

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