Um grupo de mulheres e da comunidade LGBTQIA+ protestou, nesta quinta-feira (29), contra o comportamento do vereador Reveter Rainer da Silva (PSL), de Pedra do Indaiá, que, durante uma transmissão ao vivo feita no perfil pessoal pessoal do parlamentar, fez comentários machistas, homofóbicos e misóginos. O protesto foi feito do lado de fora da Câmara, durante uma reunião que contava com a presença do vereador.

Transmissão ao vivo

Inicialmente, a transmissão ocorreu para criticar uma postagem da Prefeitura sobre o apoio ao Dia do Orgulho LGBTQIA+, comemorado na terça-feira (28). A data marca a luta por respeito e pelos direitos da classe.

Na transmissão ao vivo, o parlamentar disse que está de “saco cheio” e que “o mundo está acabando”, se referindo à postagem do Executivo. Ele segue proferindo alguns palavrões e, em seguida, ampliou o debate sobre o feminismo e o papel das mulheres.

“Mulher não conquistou nada não, foi dado”, comentou o vereador.

Após as falas do parlamentar, mulheres que moram em Pedra do Indaiá e integrantes da comunidade LGBTQIA+ organizaram a manifestação na porta da Câmara Municipal, onde ocorria uma reunião em que o vereador estava presente.

Foram feitos cartazes de repúdio às falas e quando o vereador saiu da Câmara, ele foi vaiado pelo grupo.

O que diz o vereador

O vereador Reveter Rainer disse por áudio que não se julga melhor e nem pior do que ninguém. Que é um cristão e defende a família tradicional. Ressaltou ainda que só estava defendendo as coisas em que acredita. Afirmou que se foi desrespeitoso, já pediu desculpas, e que só emitiu a opinião dele.

Prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Pedra do Indaiá informou que acredita que é dever do poder público, e de qualquer cidadão, respeitar todos os segmentos da sociedade e as orientações. E que, apesar de ser contrária ao posicionamento do vereador, a administração municipal não fará pronunciamento quanto às declarações do parlamentar e que espera o posicionamento da Câmara.

Câmara

O assessor jurídico da Câmara, Jennifer Taylor de Melo, informou que o Legislativo emitiu uma moção de repúdio, assinada por oito vereadores e que foi aprovada durante a reunião realizada na quarta. Disse que por requerimento, foi solicitada a criação de uma Comissão Especial de Ética para investigação das falas do vereador.

A presidente da Câmara, Zilda Pedrosa (PSL), disse que o Legislativo da cidade tem a maioria formada por mulheres e considera que até mesmo as vereadoras foram agredidas pela fala de Reveter Rainer.

Fonte: G1

Foto: Câmara de pedra do Indaiá\Divulgação

 

 

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