A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (Sedese-MG) entregou à Casa da Mulher Maria Conceição Lammoglia Jabour, em Juiz de Fora, a primeira remessa de absorventes higiênicos após a regulamentação da lei que garante os itens às meninas e mulheres mineiras em situação de vulnerabilidade social.

A Casa da Mulher, equipamento da prefeitura municipal, recebeu 1.833 pacotes de absorventes, com 16 unidades cada, totalizando 29.300 absorventes, que atenderão à demanda de mais de 80 mulheres da Casa, durante um ano.

Ainda neste semestre, todas as Unidades de Acolhimento do estado vão também receber absorventes, que são produzidos por mulheres em privação de liberdade em dois presídios mineiros, um em Belo Horizonte e outro de Timóteo.

A secretária da Sedese, Elizabeth Jucá, destacou a importância da ação para o desenvolvimento social do estado.

Esta primeira entrega de absorventes higiênicos representa uma vitória na luta a favor das mulheres, especialmente as mais vulneráveis socialmente. Elas receberão não apenas um item de higiene básica, mas terão mais liberdade, conforto e, sobretudo, mais dignidade. A Sedese participa da construção desta política pública, que envolve educação, saúde e a segurança pública, com muito orgulho por fazer mais pelo desenvolvimento social em Minas Gerais”.

o secretário municipal de Direitos Humanos, Biel Rocha, exaltou a parceria com o Governo do Estado e a consolidação de uma política pública ausente há anos, segundo ele.
É importante destacar que hoje a higiene menstrual é um assunto de direitos humanos, de saúde pública, e essa nossa parceria, onde o Estado doa ao município para que ele garanta o acesso a esse material por mulheres e meninas vulneráveis, é de extrema importância. Estamos consolidando uma política pública ausente neste país e neste Estado durante muitos anos. O Estado e a Prefeitura de Juiz de Fora estão sinalizando a importância de se consolidar esta política”, completou.

Presente na entrega, que aconteceu na terça-feira (28), o subsecretário de Direitos Humano do Estado, Duílio Campos, disse que este foi um grande marco. “Mais que a entrega de um produto básico de higiene pessoal, trata-se de uma importante política de dignidade humana, de respeito e de valorização da mulher”, frisou.

Duilio Campos também liderou a equipe da Subsecretaria de Direitos Humanos (Subdh) nas ações realizadas durante o encerramento da Operação Átria, no Parque Halfeld. A Sedese, por meio do Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDH), atendeu às mulheres presentes com orientações jurídicas e psicossociais; promoveu a exposição Meu Corpo Existe e Resiste, com fotografias de mulheres cujos corpos fogem aos padrões estabelecidos e exposição de artesanatos produzidos por mulheres da Zona da Mata.

 

Operação Átria

Ao longo de um mês, as forças de segurança de Minas Gerais em parceria com vários órgãos se uniram na “Operação Átria”, de combate à violência contra a mulher.

Mais de dois mil profissionais participaram da força-tarefa mineira entre policiais civis, militares e penais, agentes socioeducativos, bombeiros militares, integrantes do Ministério Público de Minas Gerais, técnicos da Política de Prevenção Social à Criminalidade da Sejusp, profissionais da Sedese-MG e da Defensoria Pública de Minas Gerais.

Durante este período, 412 pessoas foram presas, 45 vítimas foram resgatadas e 131 ações de retiradas de pertences foram realizadas. O balanço aponta 2.378 inquéritos policiais concluídos e 2.073 inquéritos instaurados pela Polícia Civil de Minas. Ao todo, foram 6 mil visitas/diligências policiais realizadas; 218 mandados de prisão e 56 de busca e apreensão cumpridos. A operação, realizada nos 853 municípios do estado, contou também com a ajuda da população, por meio de 995 denúncias anônimas recebidas por meio do Disque Denúncia 181.

 

Fonte: Agência Minas

 

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