Na sexta-feira (30), o Ministério da Justiça entrou na polêmica sobre os diferentes preços cobrados nas baladas do Brasil para homens e mulheres e determinou que essa cobrança diferenciada é ilegal. A proibição vai começar a valer a partir do próximo mês, mas a novidade correu pelas festas do país no fim de semana e dividiu opiniões.

A divulgação de que é ilegal que a mulher pague um valor inferior ao homem foi feita pela Secretaria Nacional do Consumidor, órgão ligado ao Ministério da Justiça. A secretaria vai divulgar, a partir desta segunda-feira (3), uma orientação para restaurantes, bares e casas noturnas, que diz: “Diferenciação de preço entre homens e mulheres é uma afronta ao princípio da dignidade da pessoa humana, uma prática comercial abusiva. Utiliza a mulher como estratégia de marketing que a coloca em situação de inferioridade”.

Segundo o Secretário Nacional de Direitos do Consumidor, Arthur Rollo, entrada em casa noturna tem que ter o preço igual para homens e mulheres. “Rodízio de pizza, rodízio de carne, o preço tem que ser igual para todo mundo. Não pode ter qualquer distinção em função do gênero.”

A orientação é que sejam feitas fiscalizações nas casas noturnas, para que essa cobrança diferenciada de preço deixe de existir em todo o Brasil.

Em caso de desrespeito, o consumidor, homem ou mulher, deve reclamar. “Se um consumidor se deparar com uma diferenciação de preço, ele pode exigir pagar o preço mais barato e, se o estabelecimento se recusar, acione os órgãos de defesa do consumidor, porque isso vai levar a uma fiscalização e a casa vai ser autuada”, afirma o secretário. 

 

Fonte: Gazeta Online||http://www.gazetaonline.com.br/noticias/brasil/2017/07/justica-cobranca-diferente-para-homens-e-mulheres-em-balada-e-ilegal-1014073122.html

Comentários
COMPATILHAR: