O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na última terça-feira (10) busca e apreensão na residência do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, do Maranhão.
A medida foi tomada após Luís Pablo publicar reportagens em seu blog acusando familiares do ministro Flávio Dino de uso irregular de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão. A primeira matéria foi publicada em 20 de novembro de 2025.
Segundo informações da CNN Brasil, Moraes apontou na decisão “indícios relevantes” de que o jornalista teria cometido o crime de perseguição, “a partir de publicações realizadas na internet e em redes sociais, atentando contra ministro do Supremo Tribunal Federal”.
O ministro também afirmou que Luís Pablo “se valeu de algum mecanismo estatal para identificação e caracterização dos veículos empregados, que permitiriam a exposição indevida relacionada à segurança de autoridades”.
De acordo com a assessoria do STF, a investigação foi solicitada pela Polícia Federal em 23 de dezembro de 2025, para apurar o suposto crime de perseguição contra ministro do STF. Inicialmente, o caso havia sido designado ao ministro Cristiano Zanin.
Em 13 de janeiro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da investigação. Em 12 de fevereiro, a presidência do STF, a pedido de Zanin, determinou a redistribuição do caso para Alexandre de Moraes.
Em nota publicada em seu blog, Luís Pablo afirmou que durante a diligência foram apreendidos “equipamentos de trabalho utilizados na atividade jornalística, como computador e aparelhos celulares”.
“O processo tramita sob sigilo no Supremo, razão pela qual, neste momento, não é possível comentar detalhes da investigação. O jornalista esclarece que ainda aguarda acesso integral aos autos para compreender plenamente os fundamentos da decisão”, disse.
“Luís Pablo reafirma seu compromisso com o exercício responsável do jornalismo, com a apuração de fatos de interesse público e com o respeito aos princípios constitucionais e convencionais que garantem a liberdade de imprensa e o direito à informação”, acrescentou.
Com informações do O Tempo








