Uma jovem de 23 anos e o cunhado dela, de 31 anos, foram presos nessa quarta-feira (26) após levarem a filha da mulher, de quatro anos, para um motel no bairro Copacabana, na região da Pampulha, em Belo Horizonte.

O casal foi flagrado entrando com a criança por uma funcionária do estabelecimento, que acionou a Polícia Militar e impediu que eles saíssem. 

Quando os militares chegaram ao local, a mulher, a filha e o cunhado já estavam dentro do carro no portão de saída do motel. Os policiais flagraram ainda a mulher ameaçar todos os funcionários do motel de morte, enquanto o homem, que dirigia o veículo, afirmava que ia derrubar o portão com o carro para irem embora. 

Segundo o boletim de ocorrência, uma funcionária viu a criança desembarcar do carro e ser encaminhada para o quarto. Em seguida, foi até a portaria, comunicou o fato para as demais funcionárias e acionaram a corporação. Antes de a viatura chegar, algumas funcionárias foram até o quarto e visualizaram o homem pelado no banheiro com a criança, enquanto a mãe, vestida, estava próxima à cama. 

Em conversa com os policiais, a mãe da criança disse que o cunhado dela, que é casado, a buscou em casa e que foram para o motel. Lá, segundo ela, eles foram apenas “para darem uma olhada no chuveiro e sairiam em seguida”. A versão foi confirmada pelo homem, que alegou ainda não ter tido nenhuma relação sexual com a criança. 

Durante a abordagem, os policiais encontraram sete identidades com o homem, todas com a foto dele, mas com nomes diferentes. Ele alega que combinou com um homem que usaria os documentos para fraudar o auxílio emergencial e que cada saque que ele conseguisse, pagaria R$ 100 a quem falsificou os documentos.  Foi encontrado com ele também cerca de R$ 970, que ele apontou como fruto do trabalho em uma pizzaria de um shopping no bairro de Lourdes. 

O veículo utilizado pelo casal, que omitiu a presença da criança ao entrarem no motel, foi rebocado. 

O casal recebeu voz de prisão e teve os celulares apreendidos, além do dinheiro “de procedência duvidosa” que o homem tinha. 

Fonte: O Tempo

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