Uma mulher, ainda não identificada, invadiu um seminário da Polícia Militar (PM), no bairro Prado, região Oeste de Belo Horizonte, e interrompeu a fala do governador de Minas, Romeu Zema (Novo), nesta sexta-feira (27). O chefe de Estado foi chamado de “genocida” e foi acusado de “não se importar com a violência contra as mulheres”.

“Promete reuniões e não cumpre. O senhor é um mentiroso. Não combate a violência contra a mulher porque acha que ela é inerente ao homem. Mentiroso. Genocida”, declarou a manifestante, que foi retirada do auditório por agentes da corporação.

Antes de ser interrompido, Zema falava sobre a importância do projeto-piloto que irá disponibilizar câmeras corporais para parte dos militares da PM. Enquanto a mulher falava, Zema pediu para que ela aguardasse e falasse com ele “depois”, apontando para uma área externa do teatro.

Em seguida, o governador falou sobre o assunto questionado pela manifestante. “Até completando a fala dessa senhora, acho que nenhum governo investiu tanto no combate à violência contra a mulher”, afirmou. Ele foi aplaudido pelos militares que estavam no auditório.

De acordo com o jornal O Tempo, a reportagem pediu à PM informações sobre o destino da mulher e as medidas conduzidas pela corporação após o protesto, mas ainda não teve retorno. O governo de Minas também foi procurado para dar uma posição se Zema se encontrou com a mulher para ouvi-la, tal como ele havia sugerido, e aguarda retorno.

Fonte: O Tempo

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