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Irã fecha Estreito de Ormuz e petroleiros recorrem a rota emergencial

Foto: Freepik/Imagem ilustrativa

Navios petroleiros têm recorrido a uma rota alternativa próxima à costa de Omã para contornar as restrições impostas pelo Irã no Estreito de Ormuz. Segundo informações divulgadas pelo Financial Times, cerca de 15 embarcações utilizam diariamente esse trajeto, a maioria delas transportando petróleo.

A movimentação ocorre em meio ao agravamento das tensões na região e conta com cobertura aérea das forças dos Estados Unidos. O objetivo é garantir a continuidade do abastecimento energético global diante das limitações impostas ao tráfego marítimo no estreito, considerado uma das principais rotas para o transporte de petróleo no mundo.

Apesar de permitir a passagem dos navios, a alternativa adotada não está livre de riscos.

De acordo com fontes ouvidas pelo Financial Times, empresas de transporte de petróleo e companhias especializadas no monitoramento do trânsito marítimo alertam que o corredor utilizado é extremamente estreito e oferece pouca margem para manobras.

Entre as principais preocupações estão:

  • Possibilidade de colisões entre embarcações;
  • Limitações para mudanças de rota em situações de emergência;
  • Aumento dos riscos operacionais durante a travessia.

Nessa quarta-feira (10), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou estar conduzindo uma “missão secreta” para auxiliar a navegação de petroleiros na região.

Segundo o republicano, aproximadamente 100 milhões de barris de petróleo já atravessaram a rota marítima e deverão abastecer mercados ao redor do mundo.

Trump também atribuiu a essa operação a estabilidade relativa dos preços internacionais do petróleo. Atualmente, o barril Brent, referência global para o mercado, está cotado em cerca de US$ 92.

Antes do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o preço do barril variava entre US$ 70 e US$ 72.

Enquanto navios utilizam rotas alternativas, o Irã voltou a afirmar que mantém um bloqueio total no Estreito de Ormuz.

Anteriormente, o país havia criado a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PSGA), órgão responsável por controlar o tráfego marítimo na região. Em determinados casos, algumas embarcações recebiam autorização para passagem coordenada com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC).

No entanto, nesta quinta-feira, a agência Fars divulgou um comunicado da PSGA informando que o estreito permanecerá fechado por tempo indeterminado.

Segundo a nota divulgada pela autoridade iraniana, até mesmo os navios que já haviam recebido autorização para cruzar o estreito deverão aguardar novas orientações.

O comunicado afirma que a decisão foi tomada em razão das tensões geradas pelas ações dos Estados Unidos na região e por determinações emitidas pelas Forças Armadas da República Islâmica do Irã.

O Estreito de Ormuz continua sendo um ponto estratégico para o comércio internacional de petróleo. Qualquer restrição ao tráfego marítimo na região tende a gerar preocupação entre operadores logísticos, exportadores e mercados globais.

Enquanto o Irã mantém o bloqueio total, navios petroleiros seguem utilizando rotas alternativas para preservar o fluxo de abastecimento e reduzir os impactos sobre a cadeia mundial de energia.

 

Com informações do Metrópoles