O câncer colorretal está entre os tumores mais frequentes no Brasil e vem apresentando aumento de casos em adultos com menos de 45 anos. Nessa faixa etária, os diagnósticos costumam ocorrer em estágios mais avançados e com tumores mais agressivos.
Especialistas destacam que o rastreamento é fundamental para prevenir e identificar a doença precocemente, quando as chances de cura são maiores.
Colonoscopia é o exame de referência
A colonoscopia é considerada o padrão ouro para o diagnóstico. O exame permite visualizar todo o intestino grosso e o reto, além de possibilitar a retirada de pólipos — pequenas lesões que podem evoluir para câncer se não forem removidas.
“O procedimento permite não apenas detectar lesões, mas também realizar biópsias e retirar pólipos no mesmo ato, o que contribui muito para a prevenção da doença”, explica o oncologista Rodrigo Bovolin, do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.
Outra opção é a colonografia por tomografia computadorizada, menos invasiva e sem necessidade de sedação. No entanto, ela tem menor sensibilidade para pólipos pequenos e não permite biópsia, não substituindo a colonoscopia tradicional.
Testes de fezes como triagem
Exames como a pesquisa de sangue oculto e o teste imunológico fecal podem identificar sangramentos discretos, funcionando como triagem em pessoas sem sintomas. Contudo, não detectam pólipos que não sangram e, por isso, não substituem a colonoscopia.
“Quando o teste de fezes é positivo, a colonoscopia deve ser realizada rapidamente. O atraso está associado a piores desfechos e maior chance de diagnóstico em estágios avançados”, alerta a oncologista Fernanda Guedes, do Hospital Brasília.
Quando iniciar o rastreamento
Para a população em geral, o rastreamento deve começar aos 45 anos. Já pessoas com histórico familiar de câncer colorretal, doenças inflamatórias intestinais ou síndromes genéticas precisam iniciar mais cedo, conforme orientação médica.
A periodicidade varia: colonoscopia normal costuma ser repetida a cada 10 anos; exames de fezes devem ser feitos anualmente; e, quando há pólipos ou alterações, o intervalo é reduzido.
Com informações do Metrópoles








