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Paralisação dos rodoviários deixa 40 mil a pé em BH

A paralisação dos rodoviários, nesta quarta-feira (28), deixou 40 mil usuários sem ônibus em Belo Horizonte. Sete linhas, que atendem a 13 bairros, não circularam durante nove horas, na segunda paralisação desta semana. A categoria fará novas manifestações a partir de semana que vem, com indicativo de greve.
Queremos o pagamento dos salários atrasados e horas extras e a retirada das multas por atrasos nas viagens. Se não formos atendidos, entraremos em greve, ameaçou o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Belo Horizonte (STTRBH), Ronaldo Batista. A Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) informou que duas linhas ficaram paralisadas parcialmente e cinco não circularam. Todos os coletivos são da empresa Viação Anchieta.
Rodoviários fizeram manifestação na garagem da empresa Viação Anchieta, no Coração Eucarístico, região Noroeste da capital. Um acordo entre os patrões e a categoria pôs fim à paralisação, que se estendeu entre 3h e 12h.
A linha 4111 (Anchieta/Dom Cabral) circulou com 40% da frota e a 2004 (Bandeirantes/Pilar), com 10% da frota. Ônibus de outras cinco linhas não saíram da garagem: 4110 (Dom Cabral/Belvedere), 9414 (João Pinheiro/Santa Inês), 9412 (Taquaril /Padre Eustáquio) 9250 (Caetano Furquim/Nova Cintra) e 9403 (Paraíso/Caiçara).
Na segunda-feira, rodoviários de sete linhas da empresa São Cristovão também cruzaram os braços por um dia. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (SetraBH) informou que as empresas vão negociar com a categoria.
As paralisações irritaram os usuários. Hoje andei quase duas horas para ir e voltar do trabalho porque o 4110 não passou, disse a manicure Karina Santana, 23. Um sindicalista foi preso ontem durante a manifestação dos por desobedecer os militares. Ele foi levado ao Juizado Especial Criminal e liberado. Ele terá que depor no mês que vem.