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Petrobras prevê US$ 2,5 bilhões para exploração de petróleo na Margem Equatorial

Foto: Magnific/Imagem ilustrativa

A Petrobras prevê destinar US$ 2,5 bilhões à perfuração de 15 poços na Margem Equatorial entre 2026 e 2030. O investimento está previsto no Plano de Negócios 2026-2030 da companhia e representa 37,5% do total destinado à exploração no período.

A região, que se estende pela costa brasileira do Amapá ao Rio Grande do Norte, é considerada uma nova fronteira para a exploração de petróleo e gás e vem sendo apontada como estratégica para a expansão da produção nacional.

A Margem Equatorial é formada por cinco bacias sedimentares: Potiguar, Ceará, Barreirinhas, Pará-Maranhão e Foz do Amazonas.

A Petrobras prevê investimentos superiores a US$ 3 bilhões na região até 2028. O plano de negócios da companhia também projeta a perfuração de 16 poços na Margem Equatorial.

Apesar dos investimentos previstos, a estatal ainda não possui autorização para iniciar as atividades. A Petrobras aguarda a análise do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre as informações complementares apresentadas pela empresa em 14 de agosto de 2026.

A licença ambiental dependerá da avaliação dos novos estudos de segurança e proteção ambiental apresentados pela Petrobras e do atendimento aos critérios estabelecidos pelo órgão ambiental.

A exploração na Margem Equatorial também foi mencionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na segunda-feira passada, dia 17 de agosto, Lula afirmou que a recente descoberta de indícios de petróleo no bloco FZA-M-59, na região da Foz do Amazonas, pode representar uma alternativa para o fornecimento de combustível fóssil ao mundo.

A declaração ocorreu ao comentar uma eventual possibilidade de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “quiser ficar fazendo guerra com o Irã e fechar o Estreito de Ormuz”.

O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Segundo as informações apresentadas, a passagem foi fechada em fevereiro pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, em retaliação a ataques dos Estados Unidos e de Israel que deram início à guerra no Irã.

Durante a declaração, Lula também destacou a qualidade do petróleo encontrado na região.

“Estamos aqui no meio do mar, descobrindo petróleo maravilhosamente puro, que talvez já dê até para encher o tanque do carro e sair andando com ele, de tão puro”, afirmou o presidente.

A Margem Equatorial permanece no centro das discussões sobre a expansão da produção brasileira de petróleo e gás. Ao mesmo tempo em que a Petrobras prevê bilhões de dólares em investimentos e novas perfurações, o avanço das atividades depende da autorização ambiental do Ibama.
A análise dos estudos apresentados pela estatal será, portanto, determinante para a concessão da licença e para o início das atividades de exploração previstas para a região.

 

Com informações do Metrópoeles