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PF deflagra operação em Minas e outros 16 estados contra crimes de abuso infantil na internet

Foto: Polícia Federal/Divulgação-Rede 98

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (17) a Operação Guardião Digital, com ações em Minas Gerais e outros 16 estados, além do Distrito Federal para combater crimes cibernéticos relacionados ao abuso sexual de crianças e adolescentes.

Ao todo, estão sendo cumpridos 34 mandados de busca e apreensão em diferentes regiões do país. Até o momento, uma pessoa foi presa em flagrante.

Alvo são redes de armazenamento e compartilhamento

Segundo a PF, a operação tem como foco identificar e responsabilizar suspeitos que atuam principalmente no ambiente digital.

Os investigados são apontados como responsáveis por armazenar, compartilhar, produzir ou até comercializar material de abuso sexual infantojuvenil.

A ação integra um esforço contínuo da corporação no enfrentamento desse tipo de crime, considerado uma das mais graves violações de direitos.

Operação coincide com nova lei

A deflagração ocorre no mesmo dia em que entra em vigor a Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, que amplia mecanismos de proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual.

Entre as medidas previstas está a criação de um centro nacional para receber denúncias e comunicações de provedores sobre conteúdos ilegais.

A estrutura será implementada no âmbito da própria Polícia Federal.

Estados com mandados

Os mandados estão distribuídos entre as seguintes unidades da Federação:

  • AP (1)
  • AM (1)
  • BA (2)
  • DF (1)
  • ES (3)
  • GO (2)
  • MG (3)
  • MS (1)
  • MT (1)
  • PA (1)
  • PB (1)
  • PR (2)
  • PE (1)
  • PI (2)
  • RJ (4)
  • RN (1)
  • RO (1)
  • RS (2)
  • SP (4)

Orientação a pais e responsáveis

A Polícia Federal também reforçou a importância da prevenção e do acompanhamento do uso da internet por crianças e adolescentes.

A orientação é que responsáveis mantenham diálogo aberto sobre segurança digital e incentivem jovens a comunicar qualquer situação suspeita.

Especialistas recomendam o uso de termos como abuso sexual de crianças e adolescentes, em vez de expressões mais antigas, para refletir com precisão a gravidade desses crimes.

Fonte: Agência Content Box