Economia

Preço da gasolina: completar tanque pode queimar até 37% do salário mínimo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

A aceleração dos preços dos combustíveis tem tornado tirar o carro da garagem uma tarefa difícil para os brasileiros. Em Belo Horizonte, motoristas estão tendo que desembolsar 57% a mais para encher o tanque do veículo com gasolina  em relação a 2020. Dependendo do modelo do automóvel, um abastecimento completo pode consumir até 37% do salário mínimo.

Para efeito de comparação, o Estado de Minas fez um levantamento considerando os 10 modelos de carros mais emplacados em 2020, de acordo com o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), e calculou quanto os motoristas pagavam para encher o tanque no ano passado e neste ano. O parâmetro usado foi o valor médio da gasolina em Belo Horizonte pesquisado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) de novembro, tanto de 2021, a R$ 6,85 quanto de 2020, quando o combustível era negociado a R$ 4,36 o litro.

Proprietários do Ônix, fabricado pela Chevrolet, por exemplo, gastavam cerca de R$ 191,84 em novembro do ano passado para completar os 44 litros do tanque do veículo com gasolina. Neste ano, para ver o ponteiro no máximo, os motoristas passaram a pagar cerca de R$ 301,40. A quantia equivale a 27,4% do salário mínimo, que é de R$ 1.100. O mesmo vale para donos do Ônix Plus, uma versão superior do modelo.

Já quem tem na garagem um HB20, da Hyundai gasta ainda mais para encher o tanque, com 50 litros de capacidade. Para completar o reservatório com gasolina, os motoristas precisam arcar com um custo aproximado de R$ 342,50, o que representa 31,1% do salário mínimo. Em novembro de 2020, por exemplo, os proprietários do modelo pagavam cerca de R$ 218.

O peso no bolso é ainda maior para quem tem um Fiat Strada na garagem. Isso porque os proprietários gastam cerca de R$ 397,30 com os 58 litros que cabem no reservatório de combustível com gasolina. O valor corresponde a 36,1% do salário mínimo em vigor. No ano passado, os donos desse modelo de picape desembolsavam, aproximadamente, R$ 252,88 para ter o tanque cheio.

Outro carro popular bastante emplacado em 2020 foi o Gol, da Volkswagen. Naquele ano, os proprietários pagavam cerca de R$ 239,80 para abastecer completamente o tanque com gasolina. Já no corrente mês, é preciso arcar com um valor que gira em torno de R$ 376,75 para ter a capacidade de 55 litros preenchidas. A quantia equivale a 34,25% do salário mínimo.

Com os 52 que cabem no tanque de um Ford Ka, é preciso gastar cerca de R$ 356,20 para abastecer completamente. O valor representa 32,3% do salário mínimo. No ano passado, em novembro, os motoristas pagavam em torno de R$ 226,72 pelo mesmo volume de gasolina.

Para modelos considerados intermediários, como o Jeep Renegade e o Fiat Toro, os motoristas precisam abrir mão de 37,3% do salário mínimo quando pedem ao frentista para completar, uma vez que gastam R$ 411 com os 60 litros que cabem no reservatório de gasolina. Em novembro do ano passado, o valor girava em torno de R$ 261,60.

Fonte: Estado de Minas