Um dia após celebrar o título do Palmeiras no Mineirão, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) recebeu o comunicado que havia sido destituído do cargo. Em votação realizada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ednaldo Rodrigues perdeu o posto por três votos a zero. O substituto, escolhido pelo TJ-RJ, será o presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), José Perdiz.

Votaram pela destituição o relator Gabriel Zéfiro e os desembargadores Mauro Martins e Mafalda Luchese. O agora presidente afastado, foi julgado pela 21ª Vara de Direito Privado, que entendeu como ilegal a eleição que o colocou no poder para assumir a vaga de Rogério Cabloco, afastado da presidência da CBF por denúncias de assédio.

Haverá uma nova eleição em 30 dias, mas ainda cabe recurso por parte de Ednaldo. De acordo com informações, Ednaldo Rodrigues já está preparando a defesa e irá apresentar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.

 

O Caso

O processo contra a eleição de Edinaldo existe desde 2018. Na época, o Ministério Público do Rio de Janeiro questionou o estatuto da CBF alegando estar em desacordo com a Lei Pelé, já que não teve pesos diferentes entre os clubes durante a votação para a escolha do novo mandatário.

Com isso, a Confederação e o MP-RJ assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), colocando assim os times da primeira e segunda divisão em igualdade. Assim, Ednaldo foi eleito.

Gustavo Feijó, então vice-presidente de Caboclo, não concordando com o resultado, entrou com pedido na 2ª instância. O processo correu e teve o primeiro desfecho nesta quinta-feira (7).

 

Fonte: Hoje em Dia

 

 

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