Surtos recentes de coqueluche no país levaram o Ministério da Saúde a reforçar a importância da vacinação contra a doença. Uma das medidas adotadas, em caráter excepcional e temporário, foi a ampliação da imunização para profissionais da saúde que atuam em atendimentos de ginecologia, obstetrícia e pediatria, além de doulas e trabalhadores de berçários e creches com crianças até 4 anos.

Belo Horizonte recebeu cerca de 40 mil doses da vacina. A imunização para grupos específicos será em caráter excepcional e temporário. O imunizante dTpa (tríplice bacteriana acelular tipo adulto) que combate a difteria, tétano e coqueluche, será aplicado em profissionais da saúde que atuam em atendimentos de ginecologia, obstetrícia, pediatria, além de doulas e trabalhadores de berçários e creches com crianças de até 4 anos.

A medida foi adotada depois do aumento no registro de surtos da doença em países da Ásia e Europa, e do temor de que situação semelhante ocorra no Brasil.  As pessoas que fazem parte destes grupos já podem procurar um centro de saúde para receber a vacina. O endereço e horário de funcionamento das unidades podem ser conferidos no portal da PBH.

Para ampliar a cobertura dos imunizantes que compõem o Calendário Básico de Vacinação, equipes de saúde da Prefeitura estão percorrendo as 145 Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs) da capital atualizando a caderneta de estudantes menores de 5 anos. Com a recomendação do Ministério, os trabalhadores desses locais também serão vacinados contra a coqueluche. Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde está organizando a imunização dos profissionais das sete maternidades SUS-BH.

É indispensável que todos aqueles que forem receber a vacina apresentem, preferencialmente, o documento de identificação com foto, CPF, o comprovante da ocupação e cartão de vacina para o devido registro.

Sintomas da coqueluche

Febre, cansaço e tosse seca são alguns dos sintomas comuns, que podem levar a complicações, como pneumonia, desidratação e paradas respiratórias. A coqueluche é de alta transmissibilidade, mas é controlada no Brasil graças à vacinação. Em 2024, até o momento, Belo Horizonte registrou três casos da doença.

No SUS, o esquema vacinal é feito com três doses da pentavalente aos 2, 4 e 6 meses de vida, seguidas de reforços com a vacina DTP aos 15 meses e aos 4 anos de idade. Atualmente, a cobertura vacinal para crianças de até um ano é de 65,4%. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 95%. Na rotina, o SUS disponibiliza ainda, o imunizante para gestantes, puérperas e profissionais da área da saúde com a dTpa.

Fonte: Hoje em Dia

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