O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou ser incoerente condicionar o retorno às aulas presenciais à imunização completa de crianças contra a Covid-19. A campanha de vacinação infantil contra a doença começou na sexta-feira (14) com uma previsão de 20 milhões de doses até março. Segundo o ministro, a quantidade é suficiente para aplicar a primeira dose em todas as crianças do país até o fim do primeiro trimestre de 2022.

A declaração foi concedida na manhã desta segunda-feira (17) à emissora de TV CNN Brasil. Queiroga ressaltou que subordinar a volta às aulas em 2022 à vacinação não tem o respaldo de entidades globais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Fundo das Nações Unidas para a Primeira Infância (Unicef). Na avaliação dele, manter os alunos afastados do ambiente escolar é prejudicial.

“Já prejudicaram as nossas crianças em 2020, prejudicaram novamente em 2021, será que querem prejudicar novamente? A OMS não recomenda vacina como condição para aula. A UNICEF no mesmo sentido, a ONU no mesmo sentido. As vacinas, segundo recomendação do Ministério da Saúde não são obrigatórias. Então, é desarrazoado associar vacinação com aulas. As aulas devem acontecer, a segurança existe, as medidas são as mesmas”, disse.

O ministro da Saúde também garantiu que não faltarão doses para os pais que desejarem vacinar os filhos. “Como ministro da Saúde eu quero tranquilizar a população brasileira, sobretudo a cada mãe que quiser levar seu filho para a sala de vacinação, porque o Ministério da Saúde vau entregar as doses para que a campanha siga seu curso natural e de muito sucesso”, acrescentou à emissora.

Fonte: O Tempo

COMPATILHAR: