Após sua interrupção por conta da crise hidroenergética no Brasil em 2021, o transporte aquaviário na Hidrovia Tietê-Paraná está previsto para ser retomado na próxima terça-feira (15) de março, nessa que é uma das principais hidrovias para escoamento da safra de grãos do Brasil para exportação. No entanto, essa volta da atividade poderá ser adiada em até um dia em função das condições hidrometeorológicas, de chuvas e afluências dos próximos dias.

Para que esse retorno do transporte aquaviário seja possível, a operação acontecerá por meio de ondas de vazão liberadas pelo reservatório da usina hidrelétrica de Nova Avanhandava (SP), que fica no rio Tietê. Portanto, a elevação do nível d’água na Hidrovia Tietê-Paraná será parcial e ficará condicionada a essas ondas de vazão. Com isso, a navegabilidade será retomada gradativamente com calado (profundidade) inicial de 2,4 metros.

O prazo previsto para restabelecer a cota 325,4m (nível necessário para navegação plena) no protocolo de compromisso era 31 de maio, mas poderá ser atingido dois meses antes: em 31 de março. Em virtude da operação por pulsos, o reinício da navegação com restrições ficou previsto para acontecer em 15 de março, o que se tornou possível devido às chuvas acima do previsto e às ações da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Em 7 de março ocorreu uma reunião com representantes do Poder Público e das empresas que atuam na Hidrovia Tietê-Paraná para tratar do tema da retomada da atividade de transporte aquaviário na região. Como encaminhamento desse encontro, ficou acordada entre a ANA e demais instituições presentes a retomada da atividade na região.

A decisão foi tomada com base nas previsões operativas dos reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN) apresentadas pelo ONS, segundo as quais houve uma melhora nas condições dos reservatórios do SIN e nas perspectivas de armazenamento de água.

Além de representantes da ANA, também estiveram no encontro o ONS, Ministério de Minas e Energia (MME), Ministério da Infraestrutura, Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE), operadores da hidrovia (armadores), entre outros participantes. 

A Hidrovia Tietê-Paraná

Com mais de 2.400 quilômetros de vias fluviais, a Hidrovia Tietê-Paraná possui eclusas nas barragens de hidrelétricas e canais para viabilizar o transporte aquaviário na região, que inclui uma área de 76 milhões de hectares com porções de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e São Paulo. A Hidrovia é também um sistema de transporte multimodal, servindo como um corredor de exportação principalmente de grãos.

Fonte: Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)/Governo Federal

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