O secretário de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, Rogério Greco, indicou, em vídeo divulgado na tarde desta terça-feira (22), que o governo de Minas vai abrir negociação com as forças de segurança para tratar da recomposição salarial de 24%, principal reivindicação da categoria que entrou em greve na segunda-feira (21).

Greco, no entanto, não informou detalhes como as datas das reuniões ou qual é a proposta do governo. “Acabamos de participar de uma reunião a tarde toda com o nosso governador Romeu Zema. […] Foram definidas agendas prioritárias para a resolução da questão da nossa recomposição salarial para os próximos dias”, afirmou ele na gravação.

Pouco tempo depois da divulgação do vídeo, a assessoria de imprensa de Zema informou que o governador cancelou as agendas que teria na quarta-feira (23) nas cidades de Cataguases e Leopoldina, na Zona da Mata. “Neste momento, o governador estará empenhado na solução das demandas relacionadas à segurança pública”, diz o texto divulgado pelo Palácio Tiradentes.

Na segunda-feira (21), as forças de segurança fizeram um protesto em Belo Horizonte, que contou com a participação de agentes vindo do interior, para cobrar a recomposição e também marcar oposição ao Regime de Recuperação Fiscal, pauta vista como essencial por Zema. Ao fim do movimento, as entidades representantivas da categoria decidiram entrar em greve.

Segundo o secretário Rogério Grego, também participaram da reunião o secretário de Governo, Igor Eto, e a secretária de Planejamento, Luísa Barreto. Ao lado de Greco na gravação aparecem o chefe da Polícia Civil, Joaquim Silva; o comandante geral da Polícia Militar, coronel Rodrigo Rodrigues; e o comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Edgard Estevo da Silva.

Em 2019,  Zema enviou um projeto de lei para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) concedendo reajuste escalonado em três parcelas de 13% em 2020, 12% em 2021 e 12% em 2022 para as forças de segurança.

Porém, após os deputados aprovarem o texto, o governador mudou de ideia e vetou as duas últimas parcelas, que agora são cobradas pela categoria.

Fonte: O Tempo

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